Letramento digital


“O modo como você reúne, administra e usa a informação determina se vencerá ou perderá.” (Bill Gates)

O letramento sempre foi motivo de reflexão. No Egito, ser letrado era sinal de diferenciação, já que existia uma casta, os escribas, que eram vistos como detentores do conhecimento e junto com os sacerdotes e o faraó, eram diferenciados da maioria da população egípcia que não dominava as técnicas de escrita. Nas sociedades grafocêntricas, ser letrado sempre foi sinal de diferenciação, de melhores oportunidades e de privilégio.

Nas sociedades grafocêntricas tradicionais, saber ler e escrever dava o direito de escolher os seus governantes. No Brasil, os analfabetos sempre ficaram de fora do direito de votar e somente na Constituição Federal de 1988 conquistaram esse direito. Ainda sim, mesmo conquistando esse direito, o analfabeto não pode ser votado. Nesse sentido podemos perceber a importância que se dá nas sociedades grafocêntricas, do letramento e a exclusão que ainda se faz em relação àqueles que não são letrados. O letramento digital nas sociedades chamadas hoje de grafocêntricas digitais, embora conviva ainda em paralelo com a gafocêntrica tradicional, também pode proporcionar exclusão e privilégios. Como lutar contra a exclusão digital? O caminho pode passar pela educação que entenda que sua finalidade é a de democratizar o conhecimento e o acesso a ele.

Na era da informação a qual estamos vivendo, segundo alguns analistas, prevalece acesso fácil ao conhecimento. Esse conhecimento é adquirido hoje por meio digital e a informática é a grande responsável por esse acesso. Milhares de pessoas ainda se encontram no analfabetismo digital, sem acesso a um computador, a técnicas e ferramentas que facilitam nosso cotidiano e a uma educação que possa inseri-las em um mundo novo. A educação já teve sua finalidade alterada a depender do contexto histórico da civilização. Já serviu de preparação de jovens para a guerra na Grécia, de formação de operários para trabalhar nas indústrias, de criação de um exército de cidadãos consumidores, e hoje nas sociedades grafocêntricas digitais pode ser pensada como meio de inserção, de democratização do conhecimento e de luta freqüente contra a exclusão, principalmente a exclusão digital tão presente em nossos dias.

Anderson Luiz

Anúncios

Obrigado pela opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s