Capítulo 14 – O início do fim


E agora te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto acumulará grandes riquezas, mais do que todos; e, tornando-se forte, por suas riquezas, suscitará a todos contra o reino da Grécia. (Daniel 11:2)

O capítulo onze do livro do profeta Daniel é a marca do início do “tempo do fim”. Ainda que o profeta fale de Pérsia e Grécia, nações poderosas na época de Daniel, a profecia trata de nações poderosas de hoje e acontecimentos que ainda estão por vir. “Três reis na Pérsia” tem o sentido de três representantes de nações agindo no oriente (onde era identificada a Pérsia) que estarão em crescente poder. O quarto poder se trata de uma nação que “acumulará grandes riquezas”. Aqui, a China, como nação que sofre influência direta de Mamom, o “deus” das riquezas, será o poder central dessas nações que se encontram no oriente. Já podemos deslumbrar o poderio, a riqueza e a acumulação exagerada de recursos naturais naquele país. Essa profecia está ligada a subida do poder do carneiro no mundo (Daniel 8:3e4)

Segundo os místicos, existiria um centro de poder no deserto de Gobi na China, que seria o trono daquele que eles denominam de o “rei do mundo” ou “senhor do mundo”. Esse “rei do mundo”, segundo a crença deles, tomaria conta da evolução do homem até que todos tenham sido salvos. O inimigo do “rei do mundo” é o “rei do medo”, cujo poder representaria a fonte das energias materiais. O “rei do mundo”, segundo a crença mística, “irá, no momento determinado, guiar os homens de bem contra os malignos e estabelecer o Império Mongol. (Goodrick-Clarke, Nicholas; Sol Negro: Cultos Arianos, Nazismo Esotérico e a Política da Identidade; São Paulo: Madras, 2014.)

Profecias apocalípticas sugeriam que o Rei do Mundo se manifestaria quando tivesse chegado o tempo de liderar todas as pessoas boas do mundo contra as más. Entretanto, em 1890, dizem que o Rei teria aparecido no mosteiro de Narabanchi e previsto um período vindouro de guerra, de fome, de doença e de crimes horríveis, ao final do qual ele enviaria um povo, no momento desconhecido, para liderar os homens na luta contra o mal que “encontraria uma nova vida na Terra purificada pela morte de nações”. Finalmente, no ano 2029, os povos de Agarthi deixariam em massa suas cavernas subterrâneas em direção à superfície da Terra. (Goodrick-Clarke, Nicholas; Sol Negro: Cultos Arianos, Nazismo Esotérico e a Política da Identidade; São Paulo: Madras, 2014.)

O “rei do medo” representa o bode, que tem como uma de suas características, infligir o medo. Ele é o “inimigo” do “rei do mundo”, o carneiro. Esses dois poderes sempre estiveram em disputa, seja na mitologia Greco-romana, onde Júpiter acorrenta seu pai Saturno e o mantém preso por vários anos, seja na mitologia da suméria. Na mitologia da antiga suméria, Enki, que tinha como símbolo um carneiro, era conhecido como “senhor da terra”. Foi o primeiro filho de Anu e um príncipe destinado a salvar seu povo que sofria em uma grande calamidade que se agravava com o tempo. Sem sucesso em sua empreitada e com uma calamidade se agravando para o povo, Anu envia Enlil, meio irmão de Enki, para Ki (a Terra) para inspecionar todo o trabalho e se tornar governante e comandante de Ki e é a partir deste período que começam as discussões que posteriormente se tornariam terríveis guerras. Enlil, “senhor das tempestades” é a representação do bode, símbolo de Azazel.

Depois se levantará um rei valente, que reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver. Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu; mas não para sua posteridade, nem tampouco segundo o seu domínio com que reinou, porque o seu reino será arrancado, e passará a outros que não eles. (Daniel 11:3e4)  

Essa profecia se refere à manifestação do falso Cristo no mundo, o “primeiro rei” (Daniel 8:21) de uma configuração de nações, que tem o leão (Inglaterra), parte do urso (a Rússia) e o leopardo (China) sobre seu domínio mundial. Esse “rei” terá domínio também sobre a águia (os EUA), mas esse domínio lhe “será arrancado” (Daniel 7:4) e possivelmente veremos essa nação dividida e dominada por outras quatro nações poderosas (Daniel 11:4). “O seu reino será quebrado” depois dele dominar boa parte do mundo, mas, no entanto, depois desse ocorrido, ele ainda continuará vivo como o “rei do norte” em luta contra o “rei do sul”.

E será forte o rei do sul; mas um dos seus príncipes será mais forte do que ele, e reinará poderosamente; seu domínio será grande. Mas, ao fim de alguns anos, eles se aliarão; e a filha do rei do sul virá ao rei do norte para fazer um tratado; mas ela não reterá a força do seu braço; nem ele persistirá, nem o seu braço, porque ela será entregue, e os que a tiverem trazido, e seu pai, e o que a fortalecia naqueles tempos. Mas de um renovo das raízes dela um se levantará em seu lugar, e virá com o exército, e entrará na fortaleza do rei do norte, e operará contra eles, e prevalecerá. Também os seus deuses com as suas imagens de fundição, com os seus objetos preciosos de prata e ouro, levará cativos para o Egito; e por alguns anos ele persistirá contra o rei do norte. (Daniel 11:5a8)

A história de guerras sempre esteve relacionada a casamentos feitos para se manter a paz e a harmonia. Esses “tratados” que usavam as filhas, irmãs ou parentes dos envolvidos em guerras para construírem alianças com o inimigo, eram freqüentes. Isso aconteceu também na história do império romano, na época do segundo triunvirato. As relações entre os triúnviros eram bastante difíceis, pois eles lutavam entre si para acumular cada vez mais poder e influência. A guerra civil entre Antônio e Otaviano foi evitada em 40 a.C. através do casamento da irmã de Otaviano, Otávia Menor com Antônio. Apesar do casamento, Antônio manteve seu caso amoroso com Cleópatra, que deu-lhe três filhos, o que só piorou sua relação com Otaviano. Lépido foi expulso do grupo em 36 a.C. e, em 33 a.C., a discórdia entre os dois triúnviros remanescentes, provocando um cisma entre os dois. As hostilidades finalmente resultaram numa guerra civil em 31 a.C., quando o senado romano, instigado por Otaviano, declarou guerra contra Cleópatra e proclamou que Antônio era um traidor da pátria. No mesmo ano, Antônio foi derrotado pelas forças de Otaviano na Batalha de Ácio. Derrotados, Antônio e Cleópatra fugiram para o Egito e se mataram em conjunto.

Passados o período de guerras entre o “rei do norte” e o “rei do sul” com vitórias e derrotas por ambos os lados, o falso Cristo “cairá e não será mais achado” (Daniel 11:19). Teremos um breve reinado do usurpador no mundo, aquela figura enigmática que já comentamos no capítulo oito. “Depois se levantará em seu lugar um homem vil” (Daniel 11:21), o Anticristo, o filho de Belial que promoverá guerras horríveis, e que também já comentamos no capítulo nove. Um poder sobre o domínio do Anticristo, um “braço” seu, invadirá Jerusalém e agirá profanando seus santuários, exterminando muitos de seus moradores e destruindo a cidade (Daniel 11:31). O exército de Israel será entregue a essa nação, cujo líder será o “abominável da desolação” (Daniel 8:13), o homem do Destruidor. Nesse período, o conhecimento das profecias aumentará e muitos sábios e entendidos ensinarão o mundo (Daniel 11:33e34).

Muitos sábios serão provados e purificados nesse período (Daniel 11:35). O Anticristo, cultuador da vontade sobre todas as coisas (Daniel 1136), agirá “com o auxílio de um deus estranho” (Daniel 11:39), o falso profeta, que terá uma grande influência sobre Judeus e árabes. Uma espécie de papa católico que dominará o mundo com seu poder de sedução e boa oratória (Apocalipse 13:11a18). Essas duas figuras enigmáticas, o Anticristo e o falso profeta, terão entre eles uma aliança. No “tempo determinado”, o Anticristo terá o seu fim, mas ainda depois de incitar muitas guerras.

E, no fim do tempo, o rei do sul lutará com ele, e o rei do norte se levantará contra ele com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e entrará nas suas terras e as inundará, e passará. E entrará na terra gloriosa, e muitos países cairão, mas da sua mão escaparão estes: Edom e Moabe, e os chefes dos filhos de Amom. E estenderá a sua mão contra os países, e a terra do Egito não escapará. E apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de todas as coisas preciosas do Egito; e os líbios e os etíopes o seguirão. Mas os rumores do oriente e do norte o espantarão; e sairá com grande furor, para destruir e extirpar a muitos. E armará as tendas do seu palácio entre o mar grande e o monte santo e glorioso; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra. (Daniel 11:40a45)

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