O espírito do Natal


Honrarei o Natal em meu coração e tentarei conservá-lo durante todo o ano. (Charles Dickens)

O espírito natalino é uma coisa impressionante! O espírito natalino vem acompanhado da “magia do Natal”.

O espírito natalino te obriga na noite de Natal a ficar acordado até meia-noite, fazendo sala com aquele seu parente mala.

O espírito natalino te obriga a sair abraçando “Deus e o mundo”, sem entender porque se faz isso… mas pra quê entender se todo mundo faz?

O espírito natalino te obriga por meio da “magia do Natal” a se converter a religião do papai Noel: o capitalismo.

O espírito natalino te obriga a pelo menos uma vez ao ano fazer uma peregrinação a “Meca do capitalismo”: o Shopping Center.

O espírito natalino te obriga comprar presentes, se endividar, dividir as compras em várias parcelas mesmo sabendo que você passará boa parte dos meses iniciais do ano apertado.

O espírito natalino te obriga a enfeitar sua casa, a iluminar artificialmente ela, mesmo sabendo que o ano inteiro ela esteve em trevas. O artificial disfarça bem esse fato terrível!

O espírito natalino te obriga a desejar a paz, mesmo que da boca pra fora, porque se sabe que o coração vive cheio de desejos de intrigas, divisões e fofocas.

O espírito natalino te obriga a ser hipócrita, a desejar da boca pra fora o que não se deseja realmente no coração.

O espírito natalino te obriga a vestir a melhor roupa antes da chegada dos convidados, e em tempos de selfie e exibicionismo, postar a alegria, a artificial felicidade para que o mundo nos inveje.

O espírito natalino te obriga a comer bastante, o pecado da gula nesse dia é permitido. Afinal, todo o mundo cultua a gula, o exagero, a vaidade e outros “demônios” nesse dia.

O espírito natalino te obriga a cear, ceia farta, a “melhor grama” comparada com a do meu vizinho. Tem que ser a melhor!

O espírito natalino não tem nada de “espírito”, ele é bem manifesto, aparente e materialista. É tão sólido e palpável quanto um presente.

O espírito natalino é religioso, usa a história de um menino que nasceu só para validar o que se faz as ocultas e ninguém vê. É a magia!

Deve ser libertador não ser enfeitiçado pela “magia do Natal” e não ser obrigado a nada por esse “espírito”.

Anderson Luiz

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