CAPÍTULO 13 – AS NAÇÕES DOS ÚLTIMOS CONFLITOS (PARTE 13)


Acerca de Edom. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Acaso não há mais sabedoria em Temã? Pereceu o conselho dos entendidos? Corrompeu-se a sua sabedoria? Fugi, voltai-vos, buscai profundezas para habitar, ó moradores de Dedã, porque eu trarei sobre ele a ruína de Esaú, no tempo em que o castiguei. Se vindimadores viessem a ti, não deixariam rabiscos? Se ladrões de noite viessem, não danificariam quanto lhes bastasse?  Mas eu despi a Esaú, descobri os seus esconderijos, e não se poderá esconder; foi destruída a sua descendência, como também seus irmãos e seus vizinhos, e ele já não existe. (Jeremias 49:7a10)

Edom, que significa “vermelho”, foi um reino ao sul da Jordânia no primeiro milênio na Idade do Ferro. A região tem muito arenito avermelhado, o que pode ter dado origem ao nome Edom.  Os edomitas eram um grupo tribal vizinho de Judá ao sul, de língua semítica, habitantes do Deserto de Negev e do vale de Arabá do qual é hoje o sul do Mar Morto e vizinho ao Jordão.

Os edomitas desapareceram no pós-exílio. Depois do V ou IV século, sua região foi ocupada pelos comerciantes nabateus: um grupo que vivia no deserto sem uma identidade muito definida. Nas Escrituras os nabateus são identificados com os Nebayot, tribo árabe que descendia do filho primogênito de Ismael. Os nabateus aparecem pela primeira vez na história ao redor de Petra. Eram nômades e condutores de caravanas, tornando-se o povo comerciante mais importante do norte da Arábia. Eles dominaram os caminhos de caravanas entre o Golfo Pérsico e o Mar Vermelho. Souberam tirar proveito da sua localização, cobrando impostos e oferecendo serviços de segurança e proteção contra os assaltantes. O curioso é que eles mesmos foram considerados uma tribo de salteadores que vivia do saque das caravanas que passavam pela região.

A compra de especiarias por parte do império romano, além de objetos de luxo como as sedas e os perfumes, levou a uma intensificação das rotas comerciais para a China e a Índia. A rota destas caravanas passava por Petra. Isto aumentou as rendas do reino nabateu, que tinha direito de cobrar impostos sobre todas as mercadorias que passavam pelo seu território. Talvez, com a finalidade de controlar estas rotas e de tirar ainda mais proveito de sua privilegiada localização, os nabateus fundaram uma série de cidades-pousada no Negueb e ao norte do Sinai.

A língua dos nabateus era um dialeto aramaico, com forte influência árabe, conhecido através de numerosas inscrições. Moedas e inscrições aparecem escritas em aramaico, numa forma curiosamente elevada de escrita quadrada. Petra, a cidade vermelha, era a capital dos Nabateus. Eles eram os ancestrais dos árabes. Petra é a palavra grega para rocha, região também conhecida como Monte Seir.

Al-Qaum era o deus nabateu da guerra e da noite, guardião das caravanas e dos viajantes. Estava também ligado aos contratos que eram firmados no comércio. Sua representação em Siquém era Baal Berite, o deus dos pactos e alianças (Juízes 8:33). Berith é o nome dado no ocultismo a esse deus, e era representado como um cavaleiro de roupa vermelha num cavalo vermelho, tendo uma coroa de ouro na cabeça. Entidade adorada pelos alquimistas árabes, que segundo criam, era capaz de transformar qualquer metal e ouro. Estava também ligado aos assassinos e mercenários. No mito hindu era Agnis, deus do fogo, do sacrifício e o mensageiro dos outros deuses. Era um deus vermelho que está intimamente ligado ao deus Indra (representação do diabo) e era considerado seu irmão gêmeo. Possuía duas faces.

Mercúrio, deus romano, assim como Al-Qaum, também era protetor dos viajantes e comerciantes.  Era um deus ladrão e protetor de ladrões e também servia aos deuses em todos os seus desejos condenáveis. Na Babilônia era Nebo, uma espécie de escrivão e serviçal, deus também da sabedoria. No Egito aparecia como o escrivão divino com cabeça de íbis ou urubu. Na mitologia árabe, Al-Qaum era um deus a serviço de Du Shara, o senhor da montanha, que tinha seu santuário em Petra. Esse santuário possuía uma grande pedra, em formato de cubo (Ka`aba).

Árabes

Os árabes são um grupo étnico nativo que habita principalmente o Oriente Médio e a África setentrional, originário da península Arábica, a qual é constituída majoritariamente por regiões desérticas. As dificuldades de plantio e criação de animais fizeram com que parte de seus habitantes se tornasse nômade, vagando pelo deserto em caravanas em busca de água e de melhores condições de vida. A essas tribos do deserto, dá-se o nome de beduínos. A maior parte dos árabes são seguidores do islã, religião surgida na Península Arábica no século VII.

Na tradição islâmica e na tradição judia, os árabes são um povo semita que tem sua ascendência em Ismael, um dos filhos do antigo patriarca Abraão. Segundo uma explicação, a palavra “árabe” significa “claro”, “compreensível”. Os idosos beduínos ainda utilizam esse termo com o mesmo significado; àqueles cuja língua eles compreendem (por exemplo, falantes de língua árabe), eles chamam árabe, e àqueles cuja língua é desconhecida deles, eles chamam ajam (ajam ou ajami). Na região do Golfo Pérsico, o termo ajam é, frequentemente, empregado para se referir aos persas. Outra explicação deriva a palavra Árabe de outra linha: significando “viajando pelas terras”, isto é, nômade. Desta raiz, derivariam os termos árabes e hebreus, significando nômades.

É clara a influência nociva de Berith entre alguns grupos árabes, principalmente na “Ordem dos assassinos”, uma seita criada por Hassan IbnSabbah. Seu objetivo era difundir uma nova corrente do Ismaelismo. Há um evidente paralelismo entre essa seita e o extremismo islâmico, com seus ataques como demonstração de fé. Apesar de andarem uniformizados na fortaleza de Alamut com trajes brancos e um cordão vermelho em volta da cintura, quando recebiam uma missão, camuflavam-se. Preferiam se misturar aos mendigos das cidades da Síria, da Mesopotâmia, do Egito e da Palestina para não despertarem a atenção. No meio da multidão urbana, eles levavam uma vida comum para não atrair suspeitas, até que um emissário lhes trazia a ordem para atacar. Geralmente, eles aproximavam-se da sua vítima em número de três. Se por acaso dois punhais, lâminas ocultas nas mangas ou espadas fracassassem, haveria ainda um terceiro a completar o serviço. Atuavam em qualquer lugar – nos mercados, nas ruas estreitas, dentro dos palácios e até mesmo no silêncio das mesquitas, lugar por eles escolhido em razão das vítimas estarem ali entregues à oração e com a guarda relaxada. Até o grande sultão Saladino, seu inimigo de morte, eles chegaram a assustar, deixando um punhal com um bilhete ameaçador em cima da sua alcova. Eram mercenários que faziam serviços em troca de todo o tipo de mercadoria e tesouro.

Segundo as profecias, os árabes extremistas e radicais:

  • Terão que fugir e seus esconderijos serão descobertos e destruídos, assim como o seu grupo. Isso já está acontecendo com o Estado Islâmico em todas as regiões de seus domínios no oriente médio. (Jeremias 49:7a10)
  • Verão muitas de suas cidades se tornando desolação perpétua (Jeremias 49:12)
  • Sofrerão o terror, o mesmo instrumento deles usado contra as nações. Sua destruição será tão grande ao ponto de ser comparada ao que ocorreu com as cidades de Sodoma e Gomorra. (Jeremias 49:16a18)
  • Serão tidos como culpados pela execução de sua vingança contra os judeus. Suas terras ficaram desertas e serão destruídas pelas mãos do exército de Israel. (Ezequiel 25:12a14)
  • Por causa da violência que irão usar contra os judeus, povo irmão, serão exterminados por uma grande matança. (Obadias 1:9e10)
  • Receberão a paga por terem prazer na invasão gentia a Jerusalém, por se alegrarem sobre a desgraça de Israel e ficarem satisfeitos com o mal feito aos judeus. Serão culpados por exterminarem nesse período de invasão a Jerusalém, os que fugirem e entregar os que restarem. (Obadias 1:11a16)
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