Capítulo 13 – 2017: o início de um calendário já determinado?


E, estando ele falando comigo, caí adormecido com o rosto em terra; ele, porém, me tocou, e me fez estar em pé. E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao tempo determinado do fim. Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia, mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei; (Daniel 8:18a21)

Um anjo chamado Gabriel revelou ao profeta Daniel o que iria acontecer no “tempo do fim”. Segundo suas próprias palavras, tudo que estaria para acontecer já estava “determinado”. Um “tempo determinado” quer dizer que há uma agenda em operação no mundo da qual nenhum de nós tem sobre ela controle algum. O Altíssimo já decidiu e determinou essa agenda! Gabriel, o anjo, sabe e tem consciência disso que foi revelado ao profeta Daniel várias vezes (Daniel 9:24,26e27;10:21;11:27,35e36). Esse “tempo determinado” que tem “hora, dia, mês e ano” (Apocalipse 9:15) para as coisas acontecerem no mundo por meio da autorização do Altíssimo, não é bem aceito por muitos.

O “tempo determinado” pelo Altíssimo é diferente da crença determinista, que é um princípio segundo o qual tudo no universo, até mesmo a vontade humana, está submetido a leis necessárias e imutáveis, de tal forma que o comportamento humano está totalmente predeterminado pela natureza, e o sentimento de liberdade não passa de uma ilusão subjetiva. “Tempo determinado” tem a ver com o mundo, com a história humana e com eventos que ocorrerão quando o que já está decidido, chegar. Determinismo tem relação com a crença de uma falta de liberdade do homem para traçar seus próprios caminhos, fazer suas próprias escolhas e decidir o rumo de sua vida. Em Cristo, não há determinismo e sim liberdade (Gálatas 5:1) apesar de saber que há um “tempo determinado”. Esse “tempo” acontece do lado de fora, mas não molesta a liberdade que foi dada ao homem e está na sua consciência, no seu interior. O determinismo escraviza e funciona na vida de quem se deixa escravizar, como a crença na “lei da reciprocidade” (causa e efeito) e na “lei do vir-a-ser”, crença de que determinada pessoa possui certas características porque é de um signo específico. Isso é diabólico! É a prisão determinista!

No “tempo determinado do fim”, dois animais símbolos e representações de poderes infernais, “o carneiro e o bode”, se enfrentarão numa luta épica que terá a vitória do bode. Aqui há um mistério! O carneiro, como já vimos, é o animal-símbolo do “deus” Amom, conhecido como Mamom, o poder que hoje influencia a China. Esse carneiro que segundo descrito na visão do profeta, “dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul” (Daniel 8:4), tinha dois chifres, os “reis da Média e da Pérsia” (Daniel 8:20). Uma configuração de nações orientais, tendo a China como poder central, pode surgir no “tempo determinado” para se voltar contra o ocidente. Média e Pérsia, como vimos, estão relacionados ao Irã (ou Índia?) e a Rússia. O bode peludo, animal-símbolo de Azazel que representa Satanás, é o rei da Grécia.

A Grécia até os dias de hoje representa a origem da democracia e sua influência política pode ser encontrada na maioria dos países ocidentais, com destaque para as nações da Europa, principalmente a Inglaterra e também os EUA. É nítida a influência do bode Azazel no hemisfério norte. Ele é a “ira de Deus” e como um mero instrumento segue determinações em relação ao seu tempo e ação no mundo.

E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder de seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo. (Apocalipse 12:10a12)

O “tempo da ira” do profeta Daniel (Daniel 8:19) é um “tempo determinado” de grande ira do diabo contra a humanidade e principalmente contra os que foram comprados com o sangue do Cristo Altíssimo (Apocalipse 12:17). Satanás como vimos, está representado no “deus” Saturno romano, “deus” que simboliza o poder do tempo.

Em grego, Saturno é designado pelo nome de Cronos, que quer dizer “tempo”. A alegoria é transparente nessa fábula de Saturno; esse deus que devora os filhos é, diz Cícero, o Tempo. O Tempo que se não sacia dos anos e que consome todos aqueles que passam. A fim de contê-lo, Júpiter o acorrentou, ou seja, submeteu-o ao curso dos astros, que são como laços que o prendem, isto é, sujeitou-o ao Destino, pois no Tempo é que este último desempenha sua tarefa, e sem o jugo jupiteriano seria impossível, ademais, que o Destino cumprisse sua tarefa.

Os cartagineses ofereciam a Saturno sacrifícios humanos; as vítimas eram crianças recém-nascidas. Em Roma, o templo elevado a esse deus no Capitólio foi depósito do tesouro público, em lembrança de que no tempo de Saturno, na Idade de Ouro, não se cometiam furtos. Sua estátua permanecia amarrada com correntes, que só eram retiradas em dezembro, durante as Saturnais.

Saturno era geralmente representado como um velho curvado ao peso dos anos, erguendo na mão uma foice para mostrar que preside o tempo. Em São Paulo, no muro externo do cemitério do Araçá, há uma escultura que o representa velho com a ampulheta aos pés para recordar aos passantes que Tempus fugit (o tempo passa). Em muitos momentos, é apresentado com um véu, sem dúvida porque os tempos são obscuros e cobertos de um segredo impenetrável, que só o Destino ou Fado pode desvendar. Com um globo na cabeça representa o planeta Saturno. Em uma gravura etrusca é representado com asas e a foice pousada sobre um globo; é assim que representamos sempre o Tempo. (COSTA, Wagner Veneziani. Mitologia Greco-romana: arquétipos dos deuses e heróis. Madras Editora LTDA: São Paulo, 2003.

A foice de Saturno é o símbolo da colheita final, o “tempo determinado” de ceifa que haverá no mundo. Anjos também foram vistos por João que carregavam em suas mãos uma foice e que recebiam ordens de segar a terra (Apocalipse 14:14a20). Além da colheita, Saturno está ligado ao “tempo do fim”, onde por ordem do Altíssimo o joio será separado do trigo (Mateus 13:30) e as ovelhas separadas dos bodes (Mateus 25:31a33). Anjos no “tempo determinado” separarão peixes bons e peixes ruins (Mateus 13:47a50) e nesse período a ira de Satanás se manifestará no mundo de forma intensa para que se cumpram as profecias.

Há um calendário satânico em curso no mundo que é conhecido desde a babilônia e adotado por muitas seitas ocultistas. Esse calendário aponta o ano de 2017, como o ano de início da regência de Saturno e que essa regência durará 36 anos. Para os caldeus, um ciclo de 36 anos que é regido por um determinado planeta tem o primeiro e o último ano regido pelo mesmo planeta que rege todo o ciclo. Cada planeta traz durante seu ciclo várias influências de acordo com sua simbologia. Como são 36 anos de regência de um astro no ciclo maior, essa influência pode tanto ser direta quanto diluída ao longo das décadas, causando transformações lentas, porém análogas e perceptíveis.

Algumas curiosidades sobre esse ciclo de 36 anos são vistas com espanto desde o século passado. Por exemplo, na regência do “deus” Marte, “deus” da guerra, que foi entre 1909 a 1944, ocorreram duas grandes guerras mundiais. A Primeira guerra mundial teve início em 1914 até 1918 e a Segunda guerra mundial teve início em 1939 a 1945. E justamente no ano de 1945, Hitler e a Alemanha sofreram a derrota de um novo poder que representava um novo ciclo (o ciclo da lua) que se iniciava: a URSS. O ciclo da “deusa” da Lua de 36 anos foi de 1945 a 1980, e como vimos, Lilith que representa essa deusa, tem uma grande influência na ex-URSS e atual Rússia. Nesse período o homem foi a Lua e as capacidades relativas ao emocional, passado, família, mulher, povo, e a capacidade de sentir e de nos sensibilizarmos ao grupo e ao meio ambiente, ficaram em evidência na história.

A Guerra Fria no período do ciclo da Lua revelou a potência que era a URSS e também o crescente poder dos EUA, grande potência que ia chegar como única do mundo no próximo ciclo de 36 anos: o ciclo do “deus” Sol. Essa regência se deu entre 1981 a 2016. É incontestável a primazia americana nesse período, nação que recebe uma direta influência do “deus” Sol, figura de Asmodeu que tem trono naquele país. Nesse período, o orgulho, a ostentação, a dominação, o abuso de poder, o egocentrismo, a exaltação pessoal exagerada, o esnobismo, a prepotência, a dramaticidade, a individualidade e uma necessidade de “brilho pessoal” perante o mundo, guiou os comportamentos e pensamentos de muita gente. Influência direta do “deus” Sol.

Outra curiosidade que marcou o fim do ciclo da “deusa” da Lua e o início do ciclo do “deus” Sol foi à queda do muro de Berlim e o esfacelamento do poderio da ex-URSS, que teve seu fim em 26 de dezembro de 1991. Também em 1991, o presidente americano George Bush (o pai) fez um discurso onde ele enfatizava o início de uma “Nova Ordem Mundial”, uma nova era para os EUA e os americanos. Se a história das nações estiver realmente alinhada ao ciclo de 36 anos, a partir desse ano de 2017 veremos o fim da supremacia americana e seu possível enfraquecimento perante a opinião pública e os poderes do mundo. Já estamos acompanhando isso com as políticas desastrosas do novo presidente Donald Trump. Sobre Trump, a candidata derrotada na última eleição que o levou ao poder, Hillary Clinton, disse em 25 de outubro de 2016: “sou a última coisa entre vocês e o apocalipse”.

Se o “tempo do fim” e o “tempo da ira” estiverem alinhados com o ciclo de regência de Saturno de 36 anos, 2017 pode ser o início da regência de Satanás no mundo. Será um tempo de colheita nesse período? De operação do mistério da injustiça (II Tessalonicenses 2:7)? As características de Saturno são a severidade, responsabilidade, amadurecimento, solidez. Será que a humanidade chegará a um estágio de amadurecimento nesse período que possibilitará a ceifa (Apocalipse 14:15)?

O poder do carneiro já está em curso no mundo. A China (o Partido comunista chinês) elegeu neste ano de 2017, novamente como presidente da nação Xi Jinping por mais cinco anos. Em um congresso do Partido comunista, Xi Jinping fez um discurso que utilizou a expressão “nova era” por 36 vezes. Seria a afirmação do poder do “carneiro” em cada ano do ciclo de 36 anos? Mas esse ciclo não pertence ao carneiro, animal-símbolo de Mamom (Júpiter) e sim ao bode. E o bode, como animal-símbolo de Azazel (Saturno), é que regerá esse ciclo até o ano de 2052.

É nítida a influência do bode na Inglaterra como já vimos. Possivelmente veremos nesses anos seguintes um protagonismo britânico e o retorno de sua influência mundial. O Brexit é o sinal claro de um isolamento inglês do resto da Europa que pode beneficiar ou não essa nação. “Brexit” é a abreviação das palavras em inglês Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída). Designa a saída do Reino Unido da União Europeia. Há grandes divergências sobre os efeitos econômicos da separação. Uma análise do Tesouro britânico afirma que os prejuízos seriam “permanentes” e levariam a uma redução do PIB de 6% até 2030. O ministro da Economia, George Osborne, disse que a saída deixaria um rombo nas contas públicas de 30 bilhões de libras (quase R$ 150 bilhões), que teria de ser coberto com aumentos de impostos, cortes na saúde, educação e defesa, e anos de políticas de austeridade. Nessa crise britânica, pode entrar em cena o bode, reivindicando o antigo poderio do império britânico sobre o mundo e sobre suas ex-colônias, entre elas a China. Um período de disputa de poderes entre a Inglaterra e a China?

Segundo místicos e ocultistas, na regência de Saturno, os signos de capricórnio e de aquário ficam em evidência. Seria esse período também o estabelecimento definitivo da “nova era de aquário” onde o falso Cristo reina? Fato é que o “primeiro rei”, o “chifre grande” (Daniel 8:21)  na testa do bode, representa o falso Cristo, o homem que recebe influência direta de Lucifér. Esse homem opera também no poder do bode (Daniel 8:5). Há um “tempo determinado” para que essas coisas se manifestem e só o Altíssimo sabe o ano, o mês, o dia e a hora. O que nos cabe é buscar interpretar as profecias, e ficarmos atentos as palavras do Cristo do Altíssimo que nos convoca a sempre estarmos vigilantes.

Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis. (Mateus 24:42a44)

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