CAPÍTULO 13 – AS NAÇÕES DOS ÚLTIMOS CONFLITOS (PARTE 06)


E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem dirige o teu rosto contra Sidon, e profetiza contra ela. E dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis-me contra ti, ó Sidon, e serei glorificado no meio de ti; e saberão que eu sou o Senhor, quando nela executar juízos e nela me santificar. Porque enviarei contra ela a peste, e o sangue nas suas ruas, e os traspassados cairão no meio dela, estando a espada contra ela por todos os lados; e saberão que eu sou o Senhor. (Ezequiel 28:20a23)

Sídon foi uma das mais importantes cidades fenícias e terá sido possivelmente a mais antiga. Ali foi fundado um grande império comercial mediterrânico. Homero elogiou os seus habitantes pela especialização no fabrico de vidro e tecidos de cor púrpura. Foi também daqui que saíram os colonos fundadores de Tiro. Sídon foi conquistada e saqueada por filisteus, assírios, babilônios, egípcios, gregos e romanos. Também foi saqueada em 111º na Primeira Cruzada. Sídon foi a primeira casa dos Fenícios e também a cidade mãe de Tiro. Ficou famosa pelas suas manufaturas e artes, bem como pelo seu comércio (I Reis 5:6). Salomão estabeleceu uma aliança matrimonial com os sidônios e como conseqüência passou a adorar Astarote, a deusa mais importante deles.

Astarote ou Astarte era filha de Baal, irmã de Camos (Quémos). Era deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra. Em sua adoração havia práticas de prostituição ritual. Os seus rituais eram múltiplos, passando por ofertas corporais de teor sexual, libações, e também a adoração das suas imagens ou ídolos. O seu principal culto ocorria no início da primavera e era realizado com grandes celebrações à fertilidade e sexualidade. O sexualismo e erotismo ligados ao seu culto faziam dela uma deusa muito adorada entre os povos.

No Egito Astarote recebia o nome de Hator, deusa que personifica a beleza, a música, as artes e a maternidade. Conhecida no Egito como “senhora do Ocidente”, era também padroeira dos mineiros e responsável pelo parto. Na Grécia era Ceres, a deusa das colheitas e dos cereais. Na Índia, seu nome é Saravasti, a protetora dos artesãos, pintores, músicos, atores, escritores e artistas em geral. Também é a protetora dos estudantes, professores e de todos aqueles que buscam conhecimento. Conhecida também em vários mitos como a personificação da natureza (a mãe natureza), representava a força criadora dos humanos através do barro, lama, lodo e sua habitação era nos pântanos. Nanã Buruquê, que dá à luz todos os deuses do panteão africano, sem auxílio de ninguém é também sua representação. Entre ocultistas é a entidade Astaroth ou Astoroth, o tesoureiro dos infernos. É dessa entidade que fala o profeta Miquéias quando diz:

Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz. Sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa, e execute o meu direito; ele me tirará para a luz, e eu verei a sua justiça. E a minha inimiga verá isso, e cobri-la-á a vergonha, que me diz: Onde está o Senhor teu Deus? Os meus olhos a contemplarão; agora será ela pisada como a lama das ruas. (Miquéias 7:8a10)

Austrália

Pronunciado em inglês australiano, o nome Austrália vem da palavra em latim australis, que significa “austral”, ou seja, “do sul”; e sua origem data de lendas do século II sobre a “terra desconhecida do sul” (terra australis incognita). O país tem sido chamado coloquialmente como Oz desde o início do século XX.  Aussie é um termo comum e coloquial para “australiano”.

Lendas de uma “terra desconhecida do sul” (terra australis incognita) remontam à época romana e eram comuns na geografia medieval, mas não eram baseadas em qualquer conhecimento documentado do continente. Assim como Sídom, a Austrália foi estabelecida em uma ilha, “cuja origem é dos dias antigos, cujos pés a levaram para longe a peregrinar” (Isaías 23:2a7). Sua relação com a Inglaterra (país que colonizou a Austrália) está alinhada a relação que Sídon tinha com os fenícios, principalmente a cidade de Tiro.

A Austrália é uma ilha e faz fronteira com a Indonésia, o Timor-Leste, a Nova Caledônia, a Nova Zelândia, a Papua Nova Guiné e a Ilhas Salomão por mar (Ezequiel 26:18). A Austrália é um país muito rico em recursos naturais e grande exportador de produtos agrícolas (cereais, carne, algodão e lã). As suas exportações de minérios têm como principal destino a Ásia em geral e em particular a China.

Há mais de 40 mil anos, as mais variadas formas de artes são praticadas na Austrália, principalmente pelo povo Aborígene, que contavam suas histórias de geração para geração através de pinturas em pedras. Antropólogos acreditam que ainda existam pinturas muito mais antigas, que hoje se encontram debaixo da terra por causa da ação do tempo ao longo dos anos. Clãs do norte da Austrália falam de um trio de deuses – duas irmãs, Djanggau e Djunkgao, e um irmão, Bralbral – chamados Djanggawuls que chegaram a Terra por Beralku (ou Bralgu), a ilha dos espíritos mortos. Dizia-se que as irmãs viviam grávidas por estupros de seu irmão. Elas iam gerando animais, plantas e os primeiros humanos enquanto andavam pela Terra. Essas eram consideradas deusas da fertilidade.

A influência de Astarote está presente em várias nações como Inglaterra, EUA, Europa, mas principalmente na Austrália como deusa-mãe e personificação da natureza. Na Oceania existia a crença, igualmente como nos diferentes povos “primitivos” de maneira universal, que o homem não intervinha na fecundação humana. Eles acreditavam que quando uma mulher ficava grávida, isso se devia à atuação das divindades ou dos antepassados. Ainda em 1938, mantinha-se essa crença entre os bellonais das Ilhas Salomão.

Na Austrália encontraram-se restos de uma antiga sociedade matriarcal, entre os habitantes das regiões do leste e do sul, enquanto no norte e no oeste eram patrilineares. As sociedades tasmanes (cuja população foi exterminada pelos ingleses e desapareceu por completo em 1876) e de outras regiões com cultura do Machado Cilíndrico, assim como nas tribos dos dieri e nos loritja da região de Vitória e de Nova Gales, tinham estrutura matriarcal, com forma de parentesco por linha materna. Nessa sociedade as mulheres tinham grande importância e jogavam grande papel no terreno econômico: eram as que exclusivamente se dedicavam às tarefas de coleta de alimentos e a agricultura. A mulher podia exercer o cargo de chefes.

Também na Austrália, afirma Claude Lévi-Strauss: “As sociedades matrilineares têm uma distribuição meridional. Ocupam em massa o sudeste (sul de Queensland, Nova Gales do Sul, Vitória e o leste da província meridional, e também uma pequena zona costeira a sudoeste da província ocidental”. Do que se deduz que alguns desses povos adorariam às duas Deusas Irmãs Gêmeas, Yirritja e Dhuwa, a Dualidade Criadora chamada Yuankaj, como Mães da humanidade.

Segundo as profecias, a Austrália:

* Passará por um tempo de tristeza profunda e não terá descanso (Isaías 23:12)

* Poderá sofrer de um ataque de armas químicas e biológicas, atentados em suas ruas com enorme número de mortos (Ezequiel 28: 23).

* Será vingada por alguma maldade feita em conjunto com o Brasil e a Inglaterra (Joel 3:4a8).

Anúncios

Obrigado pela opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s