CAPÍTULO 13 – AS NAÇÕES DOS ÚLTIMOS CONFLITOS (PARTE 02)


Assíria

“Ai da Assíria, a vara da minha ira, porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos. Enviá-la-ei contra uma nação hipócrita, e contra o povo do meu furor lhe darei ordem, para que lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas. Ainda que ele não cuide assim, nem o seu coração assim o imagine; antes no seu coração intenta destruir e desarraigar não poucas nações.” (Isaías 10:5-7)

Os assírios formaram um império e assumiram o controle de muitos povos e cidades-Estado. Eles eram temidos por causa da sua violência contra os prisioneiros de guerra: cortavam suas cabeças e furavam seus olhos. Aterrorizavam as pessoas o suficiente para que elas pagassem tributos ao Estado assírio. Mas os assírios também desenvolveram intensa vida cultural. O rei Assurbanípal mandou construir a enorme biblioteca da cidade de Nínive. Tinha dezenas de milhares de tijolos marcados com a escrita cuneiforme (em forma de cunha), que guardavam lendas e trechos de história assíria, leis e acordos comerciais entre pessoas. As rebeliões dos povos dominados enfraqueceram o império assírio. Nínive foi invadida e incendiada pelos caldeus.

Assur, Ashur ou Anshar, era o deus nacional do império assírio. Esse deus era cultuado como um deus guerreiro e sua representação era a de deus da fertilidade – figurando rodeado de ramos e com uma cabra – e a de um círculo com asas. Outra figura era de um ser barbado montado em um touro dotado de asas. Sua semelhança com Enkil, que também possuía uma cabra e estava relacionada ao capricórnio, além de lembrar a figura do “bode de Mendes”, deus das bruxas, também lembra o demônio Azazel ou Baphomet. Já a figura do touro de Assur, sempre foi associada a ira, a violência e ao sacrifício. O deus Moloque, era um deus também da fertilidade em forma de touro que recebia oferendas de primogênitos, crianças que eram queimadas e sacrificadas a ele. Como vimos, os deuses recebiam vários nomes a depender das regiões e das nações. Assur é uma divindade com características semelhantes aos deuses das nações: Seth no Egito; Enki ou Ea na Babilônia; Cronos na Grécia; Saturno em Roma; Loki entre os nórdicos; Asura Vritra na Índia.

Podemos identificar algumas características do deus Assur: ira, violência, medo e tirania. Tornando semelhante ao que se cultua, o exército assírio assimilou todas as características desse deus e na figura de Assurbanípal, se tornou um instrumento nas mãos do Altíssimo. Nas palavras de um monarca assírio, note a influência de Assur: “Cortei os membros dos oficiais… A muitos cativos dentre eles queimei no fogo, e a muitos levei como cativos vivos. De alguns decepei as mãos e os dedos, e de outros decepei o nariz.” Até parece o mito de Seth quando decepou e espalhou os pedaços de seus irmão Osíris pelo Egito. Decepar, dividir, desarraigar são outras características desse deus Assírio que hoje migrou para uma nação poderosa que também ficou conhecida na história como sendo um império tirânico e violento.

Somente o exército britânico ficou conhecido na história por sua violência e crueldade, no período em que a Inglaterra colonizou diversas nações do mundo. Eram partes do império britânico a China, a África do Sul, a Índia, Israel entre outras nações. Na Revolta dos Sipaios, os indianos que tentavam se rebelar contra o domínio inglês, eram atirados em ninhos de víboras, ou untados com mel e deixados amarrados em formigueiros vorazes. Na Revolta dos Boxers na China, os ingleses puniam os chineses com torturas, enfiando agulhas debaixo das unhas, batendo na sola dos pés até o osso aflorar, além de empalar (introduzir pelo ânus uma vara de madeira com a ponta afilada até rasgar o intestino e provocar hemorragia interna seguida de morte). A voracidade da Inglaterra por ouro nesses países era grande. A construção de estradas de ferro nas colônias inglesas do passado mostrava o domínio dessa nação nesse elemento (o ferro). Em finais do século XVIII e início do século XIX começou-se a empregar amplamente o ferro como elemento estrutural em pontes, edifícios e outros. Entre 1776 e 1779 se construiu a primeira ponte de ferro fundido por John Wilkinson e Abraham Darby. Na Inglaterra foi empregado pela primeira vez o ferro na construção de edifícios por Mathew Boulton e James Watt, no princípio do século XIX. Também são conhecidas outras obras deste século, como por exemplo, o “Palácio de Cristal” construído para a Exposição Universal de 1851 em Londres, do arquiteto Joseph Paxton. Ferro é o elemento presente nos pés da estátua de Daniel (Daniel 2:31-45) e no quarto animal que o profeta viu (Daniel 7:7). Podemos interpretar a nação dessas profecias como a Roma antiga, mas podemos interpretar hoje como possivelmente a Assíria e Roma de nossos dias: um conjunto de nações (os 10 chifres da Besta) que tem a Inglaterra como cabeça (Londres foi fundada pelos romanos). Aqui cabe uma reflexão da sabedoria de Salomão: “O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1:9). A História se repete? O que aconteceu a Assíria e a Roma, tornará a acontecer com a Inglaterra e suas colônias?

Outras características do deus Assur (e dos deuses a ele associados) que são curiosas na Inglaterra e países nórdicos:

* O bode:

O bode tem um lugar especial na tradição sueca, que diz que o animal entregava presentes no Natal antes de Papai Noel ter assumido a tarefa.

Os Cavaleiros Templários que se estabeleceram na Inglaterra foram acusados de adorarem um bode (Baphomet).

A figura do bode tem lugar especial na cultura inglesa (principalmente na Maçonaria que nasceu na Inglaterra).

A cabra é ainda o emblema nacional do país de Gales.

Veja também Daniel 8:5

* Moloque (rei):

Muitas histórias são contadas de sacrifícios de crianças na Inglaterra.

Uma das poucas monarquias parlamentaristas existentes.

* Cronos (o Tempo)

A Torre do relógio (Elizabeth Tower) foi concluída em 1858 e tornou-se um dos símbolos mais importantes do Reino Unido, sendo frequentemente retratada em filmes ambientados em Londres.

A pontualidade britânica e o seu fascínio com o tempo é uma característica daquele país.

* Tributos:

Os países nórdicos são os países que tem as maiores taxas de impostos e tributos no mundo.

O que pode acontecer com o conjunto de nações que tem a Inglaterra como cabeça?

* Pisará Israel e colonizará essa nação (Isaías 10:5-7 e Miquéias 5:5e6). De fato isso já aconteceu e tornará novamente a acontecer no fim dos tempos?

* Será devastada pelo fogo (Isaías 10:16-19). Londres já foi tomada pelo fogo e em 1666 um incêndio destruiu 13.200 casas, 87 igrejas, a Catedral de St. Paul e 44 prédios públicos.

* A violência alcançará essa nação e sua população será cortada e abatida com ferro (Isaías 10:33e34).

* Será derrotada em Israel (Isaías 14:26)

* Sua capital será invadida pelo Destruidor (Naum 2e3). Aqui talvez Londres ou Nova Iorque (que já foi colônia inglesa). E também se tornará em desolação, terra seca como um deserto (Sofonias 2:13).

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