Sobre a solidão


“É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de viver com alguém que saiba pensar.” (Jean-Jacques Rousseau)

É duro estar só! A solidão é uma dureza! Em um mundo líquido, onde as companhias e as amizades são líquidas, a solidão é o último refúgio do que é sólido. Quem vive só se solidifica, se firma e se fortalece nessa maneira de se fortalecer tão dura. É um caminho da vida que a gente é obrigado a percorrer as vezes. É necessário! A solidão é necessária! Não deve ser uma permanência, mas sim um estágio. Estágios passam, assim como um estado da alma, um momento que não deve ser cultivado e cultuado em momento algum. É uma nuvem negra passageira!

A solidão é a companhia dos homens que desprezam o mundo! Nela, eles encontram sentido em tudo aquilo que não faz o menor sentido. A liquidez das multidões gera insegurança e dissolve certezas. A solidez da solidão constrói fortalezas! Força, fé, segurança e domínio de si mesmo são construídos na solidão. A solidão forja as suas armas! Na multidão, a reflexão é um exercício doloroso, pois a multidão produz uma massa moldável, irrefletida e imitadora. Na reflexão da solidão há a possibilidade de fuga de padrões, de aceitação de quem se é e a oportunidade de entender os mecanismos e engrenagens que fazem girar a roda do mundo. Ganância, competição, inveja, desejo de sucesso e poder, a solidão é o medo do mundo. É a válvula de escape no meio de um mundo doente.

Anderson Luiz

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