Capítulo 13 – As nações dos últimos conflitos (parte 01)


E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. (Apocalipse 18:2e3)

Em toda a Escritura, as nações da terra se destacam como protagonistas. Egito (conhecido antigamente como Raabe), Babilônia, Filístia, Tiro e Etiópia (Salmos 87:4), são nações que recheiam os contos bíblicos, os salmos e as profecias dos chamados profetas maiores e dos profetas menores. Em certos momentos da história, essas nações se afirmaram como inimigas de Israel e foram alvo de profecias duras como veremos nesse capítulo.

As milícias celestiais quando deixaram o seu lugar comum, se apossaram da terra e passaram a si mesmas se constituirem em reis, senhores e dominadores deste mundo (Efésios 6:12). É possível identificar isso na fala do próprio diabo quando esse tentava o Cristo eterno em forma humana (Mateus 4:8e9). O diabo não poderia oferecer a Cristo os “reinos do mundo” se ele não fosse o rei dele. Nesse sentido, começamos a entender que os “reinos desse mundo”, ou seja, as nações da terra ainda estão sob o domínio das trevas e andam segundo a influência do seu “deus” (Miquéias 4:5). Como podemos entender a expressão enigmática “as nações se enfureceram” (Apocalispse 11:18)? Filosoficamente não há como uma nação se enfurecer, pois nação é uma construção histórica e humana. Nação é um conceito. Em sua linguagem arcaica, o que se quer dizer na Bíblia é que os poderes ocultos que regem as nações “se enfurecem” contra a segunda vinda do Cristo de Deus, que irá restaurar o mundo e ele mesmo regerá todas as nações e seu reino subsistirá eternamente (Daniel 2:44). Em toda a Escritura há relatos da divindade regente de cada nação. Vejamos um exemplo:

“Porque Salomão me deixou e se encurvou a Astarote, deusa dos sidônios, a Quemos, deus de Moabe, e a Milcom, deus dos filhos de Amom; e não andou nos meus caminhos para fazer o que é reto perante mim, a saber, os meus estatutos e os meus juízos, como fez Davi, seu pai.” (I Reis 11:33)

E também na batalha celestial, Daniel ouviu do anjo:

“Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia”. (Daniel 10:13)

Poderia citar inúmeras outras passagens que relatam os deuses adorados em cada nação. A nação (população de um determinado território) que adora um determinado “deus”, torna-se semelhante a esse “deus”. Assim podemos entender algumas profecias catastróficas pelos profetas, profecias essas que atingirão os “deuses” e consequentemente seus adoradores (sua nação). É assim que entendemos a profecia contra a mulher “Babilônia” (Apocalipse 17:18). E é assim que tentaremos decifrar as profecias contra os deuses e seus domínios atuais (nações de hoje).

As nações das Escrituras, cada uma delas teve um período de poder, onde se destacaram e chegaram ao seu auge, mas entraram em decadência e desapareceram de vez. Algumas ainda sobrevivem, como Egito e Etiópia, mas não com o poder e a glória que possuíam no passado. Os chamados deuses principais como vimos em capítulos anteriores, dominavam essas nações do “mundo antigo”, mas com a decadência dessas nações, estes deuses migraram para buscar adoração (fonte de seus poderes) em outros territórios. Que países de hoje os deuses principais dominam? Quais as características das nações antigas podemos identificar nas nações de hoje? Essas e outras são perguntas que tentaremos responder ao longo desse capítulo, estudando as profecias relacionadas as nações a seguir: Fenícia, Babilônia, Filístia, Assíria, Sídon, Edon, Moabe, Amom, Etiópia, Lídia, Elão e Egito.

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