Capítulo 11 – Características do destruidor


Vento mais forte do que este virá ainda de minha parte, e, então, também eu pronunciarei a sentença contra eles. Eis aí que sobe o destruidor como nuvens; os seus carros, como tempestade; os seus cavalos são mais ligeiros do que as águias. Ai de nós! Estamos arruinados! (Jeremias 4:12 e 13)

O destruidor de mundos! Suas ações estão registradas em toda a Escritura e história humana! Foi o exterminador dos primogênitos dos egípcios (I Coríntios 10:10), citado como alguém que destruiria a Babilônia (Isaías 21:2) e líder dos gafanhotos espirituais que sairão do abismo nos finais dos tempos (Apocalipse 9:1a11). Seu nome é Abadom ou Apoliom, talvez o mesmo Abigor dos ocultistas. Na mitologia suméria era Pazuzu, uma espécie de demônio de ventos destruidores. Samael, que significa “veneno de Deus”, também é um de seus nomes e suas atribuições estão ligadas a morte e a destruição. Nas mitologias, é sempre um “deus” ligado aos infernos, aos abismos profundos, a morte e a destruição. Plutão em Roma, Hades na Grécia e Shiva na mitologia hindu, conhecido também como “o destruidor”, são os muitos nomes desse ser.

No livro da Revelação, seu exército infernal é identificado como possuindo poderes de escorpião (Apocalipse 9:3). Pazuzu também foi identificado como um demônio com calda de escorpião. Não por acaso, o homem influenciado e regido por Plutão, será do signo de escorpião. Soturno, temido e odiado por uns, amado e seguido fanaticamente por outros, esse homem terá um temperamento altamente explosivo (Daniel 8:23e24). Acredito que uma arma atômica nas mãos desse governante regido por Plutão, será um perigo enorme para a humanidade. Nesse sentido, é compreensível entender o temor dos EUA em saber que o país com uma possibilidade enorme de ter um governante como esse, o Irã, possa estar fabricando sua própria bomba atômica. Alguém dúvida da influência do espírito destruidor no Oriente médio e parte da Ásia? Ele será um poderoso do Oriente (Pérsia) que se levantará em guerra contra o Ocidente (Grécia) com muita fúria e destruição (Daniel 11:2).  Além do Oriente, ganhará terreno voltando-se para o sul e Israel (Daniel 8:9).

A Pérsia foi um império do passado que conquistou boa parte do mundo conhecido da época, dominou a Babilônia e permaneceu durante muito tempo em um embate ferrenho com o império grego (Daniel 8:3a7e20;21). Os persas eram um povo aguerrido, ficaram conhecidos também como “arianos”, tendo por governante mais conhecido, Ciro, o grande. Depois de 1934, o território persa recebeu o nome de Irã, denominação dada por Reza Pahlavi. Historiadores confirmam que parte da população da antiga Pérsia pode ter migrado para regiões vizinhas como Paquistão e Índia. Plutão, o príncipe da Pérsia, tem uma enorme influência na Índia. Shiva, o destruidor, um dos vários nomes de Plutão, é o “deus” mais poderoso e temido na Índia. Seus símbolos também assustadoramente, são os símbolos dos hindus: o leão e a serpente. Vejamos:

Já um leão subiu da sua ramada, um destruidor das nações; ele já partiu, já deixou o seu lugar para fazer da tua terra uma desolação, a fim de que as tuas cidades sejam destruídas, e ninguém as habite (Jeremias4:7).

O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão (Apocalipse 9:7,8);

Entre as tribos de Israel, Dan ou Dã, era a que possuía as insignias de um leãozinho (Deuteronômio 33:22) e de uma serpente (Gênesis 49:17). O leão é o símbolo do brasão de armas da Índia. É bom ficar de olho nesse país futuramente. A serpente na Índia é quase um animal doméstico e faz parte de boa parte da mitologia hindu e da cultura dessa nação. Os encantadores de serpentes fazem parte do aspecto cultural dessa nação onde certamente o “destruidor” tem influência. Shiva, o destruidor, possui uma naja envolta do pescoço. Na mitologia egípcia, o destruidor de mundos e vingador do futuro era a serpente Apophis (Apófis ou Apep) que sempre morria e renascia para tentar destruir o deus Rá, o sol. Era a personificação do caos e dos abismos mais profundos. Na mitologia nórdica era Jormungand, a serpente do mundo que durante o Ragnarok (o fim do mundo nórdico) se libertará e cobrirá a terra com seu veneno. Gafanhotos, escorpiões, serpentes e leões são símbolos que identificam o destruidor. Irã e Índia são os possíveis países de seu futuro domínio maligno.

É curioso saber que o número dois foi dedicado a Plutão, o deus dos mortos e dos infernos do mito romano. Coincidência ou não, o mundo comemora o “dia dos mortos” no dia dois de novembro, justamente o mês do signo de escorpião e cujo regente é Plutão. O “deus” Plutão era representado com chaves na mão, para indicar que as portas da vida estão fechadas para os que chegam ao seu império. Essas chaves hoje pertencem ao Cristo de Deus (Apocalipse 1:17,18). Como vimos, ele é o cavaleiro montado no cavalo amarelo, a Morte. O último inimigo de Cristo (I Coríntios 15:26).

Segundo as características que podemos identificar, o homem do destruidor:

* Mudará o mundo promovendo um “marco zero” com sua destruição. O mundo será renovado e transformado rapidamente depois que um caos gigantesco acontecer em algum país.

* Será um vingador! A vingança será sua motivação de destruir as nações que ele julgar serem as culpadas pela desordem mundial.

* Será um líder obstinado, dominado por um ódio que cega e por um fanatismo (ideológico ou religioso) capaz de causar estragos. Seu temperamento será explosivo e poderá usar de uma bomba atômica para dar vazão a sua vingança (Daniel 8:23a25).

* Terá um exército infernal a sua disposição (Apocalipse 6:8), exército de homens-bombas e suicidas dispostos a irem até o fim em suas ameaças (Joel 2:1a8).

* Será precedido de sinais no sol. Um eclipse solar ocorrerá, e a lua e as estrelas retirarão seu esplendor (Joel 2:10 / Apocalipse 9:1,2).

* Destruirá algum templo sagrado (um novo templo em Jerusalém? Uma mesquita?) e alimentará a mentira diariamente (Daniel 8:9a12).

* Ele é o “abominável da desolação” citado por Daniel e por Jesus (Mateus 24:15).

* É ele o rei do sul (Daniel 11:14), o “inimigo” ferrenho do rei do norte, o falso Cristo (Daniel 11:15).

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