Capítulo 9 – Características do Anticristo


Depois, se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado a dignidade real; mas ele virá caladamente e tomará o reino, com intrigas. As forças inundantes serão arrasadas de diante dele; serão quebrantadas, como também o príncipe da aliança. Apesar da aliança com ele, usará de engano; subirá e se tornará forte com pouca gente. (Daniel 11:21a23)

Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. (II Tessalonicenses 2:3e4)

É preciso aqui fazer uma clara distinção entre o falso Cristo e o Anticristo. O primeiro, figura luciferiana, será um apóstata, alguém que poderá usar a fé como um trampolim para ser reconhecido como o “messias” e “salvador” esperado pelo mundo. É o “primeiro rei” (Daniel 8:21)! Ele enganará as religiões e seus adeptos que não discernirão a farsa, e se apresentará como o solucionador dos problemas humanos. Mas o seu fim virá, e ele poderá cair por traição! Na passagem rápida do usurpador pela terra, seu reino conquistado será herdado pela figura enigmática do Anticristo (Apocalipse 13:2). Ele é o “último rei”! Esse homem se levanta contra todo o poder, seja na terra, no céu ou embaixo da terra, fazendo da arrogância e da altivez suas armas de batalha. O Anticristo não terá respeito a nenhum deus! Provavelmente irá aparecer no mesmo espaço-temporal da figura luciferiana do falso Cristo e do diabólico usurpador.

O Anticristo será um humano regido por Belial, potestade da guerra e das armas de guerra. Será um filho de Belial (Provérbios 6:12a19)! Receberá a influência do cavaleiro montado no cavalo vermelho: a personificação da guerra (Apocalipse 6:3e4). Nascerá sob o signo de Áries, o qual é regido pelo “deus” Marte da mitologia romana, que era conhecido como o “deus” da guerra, das batalhas sangrentas e do militarismo. Na mitologia grega esse “deus” era conhecido como Ares, e era odiado pelos outros “deuses” por conta de suas intrigas. No Egito antigo era Hórus, o falcão sagrado que em sua luta contra seu tio obscuro Seth, perdeu um dos olhos. Nos mitos nórdicos, Tyr era outra figura surgida no inconsciente coletivo humano como um “deus” da guerra. Mas a mitologia da mesopotâmia é quem descreve melhor essa figura enigmática, e pode esclarecer um pouco o seu modo de atuação na terra. Diz o mito que uma “deusa” de nome Tiamat era imbatível entre os “deuses” e nenhum deles podia se opor a essa figura. Em uma eleição para ver quem seria capaz de vencê-la, o “deus” Enki (representação do diabo) sugeriu que seu filho lutasse. Marduque (também chamado Merodaque) aceitou a proposta, se armou, foi para a batalha contra Tiamat e conseguiu vencê-la, cortando seu corpo gigante ao meio. A partir desse momento, Marduque passou a ser o “deus” reverenciado como o superior a todos os outros “deuses” na batalha. Enki é uma representação de Satanás enquanto Marduque é a representação de Belial. Essa história se repetirá, conforme lemos no Livro da Revelação:

…e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmia contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; (Apocalipse 13:4a7)

“A Besta” como ficou conhecido Belial no livro da Revelação, é identificado assim para melhor definir uma fera de natureza selvagem, animalesca e brutal. O instinto selvagem e sanguinolento das feras estará de volta no período em que essa figura, o Anticristo, governar. Inspirando medo, esse ser vai parecer invencível, por conta de seu poderio militar gigantesco e assombroso. Uma verdadeira máquina de guerra! Despedaçará nações como um lobisomem assustador! O lobo será o seu animal símbolo, justamente por representar a selvageria e a carnificina. Interessante lembrar que o lobo também foi o símbolo da tribo de Benjamim, a tribo mais guerreira da antiga Israel (Gênesis 49:27). Lobos entre os alemães são símbolos do fascismo e da lembrança obscura e vergonhosa que o nazismo representou. É curioso saber que a famosa música do “lobo mau” era uma das preferidas de Hitler, a figura mais selvagem e sanguinolenta conhecida até hoje no mundo. Além disso, o nome de Adolf Hitler possui essa familiaridade com o lobo. Vejamos:

O nome Adolf origina-se de duas palavras, que significam “nobre lobo”, ou “pai lobo”, e Hitler (assim como as variações do nome usadas por seus antepassados) significa “guardião dos gentios”. Quanto ao significado do sobrenome Hitler, pouco se pode acrescentar que não seja redundante, visto que Hitler é mais lembrado justamente por suas perseguições aos judeus e seu extermínio em massa, na tentativa furiosa de “proteger os gentios” contra a ameaça judaica”. O nome Adolf, entretanto, não deixa de ser igualmente adequado ao caráter lupino (ou licantrópico) de Hitler, tão famélico – primeiro por comida, depois por leitura e finalmente por poder -, voraz, feroz, solitário, temível e irascível quanto um lobo (em seus últimos dias, quando sua fome de poder não podia mais ser saciada porque ele estava cercado e condenado, voltou a devorar doces e tortas descontroladamente, “como um lobo”).  É igualmente significativo o fato de haver nomeado seu QG na Prússia Oriental de “Covil do Lobo”, seu abrigo em Brûly de Peche de “Toca do Lobo”, seu Bunker na Ucrânia de “Lobisomen”; de ter-se servido por longo tempo do pseudônimo Herr Wolf (Senhor Lobo) e de gostar de referir-se a si mesmo como a um lobo. Por exemplo, a respeito da noite de 24 de fevereiro de 1920, em que apresentara o programa do NSDAP, Hitler declarou: “Quando encerrei a reunião, não fui o único a pensar que nascera um lobo, destinado a arrojar-se sobre o rebanho dos sedutores do povo.” Além do nome batismal, Hitler tinha também um nome de crisma: Wolfgang, que significa “como um lobo”. Seus colegas de escola deram-lhe o apelido de Wolf, e foi com o pseudônimo Herr Wolf que ele se apresentou pela primeira vez a Eva Braun, como no conto do Chapeuzinho Vermelho. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

Como uma história que se repete (deixando de lado as outras interpretações históricas) em ciclos ou espirais (Eclesiastes 1:9e10), o homem Adolf Hitler pode ter sido a penúltima manifestação do Anticristo que está por vir, cujo “espírito” se apresentará e se manifestará certamente mais sangrento e mais selvagem. Vale a pena a analise do testemunho de vida de Adolf Hitler para conhecermos “o espírito” do Anticristo e suas características humanas. Analisando suas frases, relatos de conhecidos sobre sua personalidade e histórias que o envolviam, teremos uma idéia das características do Anticristo que virá.

Depois se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinha dado a dignidade real; mas ele virá caladamente, e tomará o reino com engano. E com os braços de uma inundação serão varridos de diante dele; e serão quebrantados, como também o príncipe da aliança. E, depois do concerto com ele, usará de engano; e subirá, e se tornará forte com pouca gente (Daniel 11:21a23)

  • Infância:

Ele era mandão e colérico, desde criança, e não dava ouvidos a ninguém. Minha madrasta dava-lhe sempre razão. Ele metia na cabeça os caprichos mais loucos, e realizava-os. Não tinha amigos, não se afeiçoava a ninguém, e era capaz de mostrar-se muito duro. Por qualquer bobagem podia enfurecer-se. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

  • “Homem vil” ou “homem de Belial” (Provérbios 6:12a19)

Quem quiser viver é constrangido a matar. Martelo ou bigorna. Minha intenção é preparar o povo alemão para ser o martelo. (Fonte: Hitler – Pró e Contra, Edições Melhoramentos, São Paulo, 1975)

O terror é uma emoção salutar. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

Hitler exaltou em Mein Kampf (Minha luta) a superioridade dos homens sem escrúpulos sobre os homens honestos, das naturezas decididas sobre as sensíveis, da força bruta sobre a vida civilizada. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

O processo espírito versus força se resolverá sempre a favor da força (…), a crueldade é necessária. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

  • Iniciado em mistérios ocultos (Provérbios 6:12)

Toda força que não provém de uma firme base espiritual torna-se indecisa e vaga. (Fonte: Minha Luta, Adolf Hitler, Editora Mestre Jou, São Paulo, 1962)

Hitler apertou por três vezes a mão de Hauptmann. Ora, o número três é um sinal de reconhecimento entre os iniciados de certas Ordens, especialmente entre os maçônicos… e os cátaros. (Hitler e as religiões da suástica, Jean-Michel Angebert, Difusão Européia do Livro, São Paulo, 1973)

Existem momentos decisivos no mundo, e chegamos à encruzilhada dos tempos… Haverá uma reviravolta do planeta que vocês, os não-iniciados, não podem compreender. O que irá ocorrer significa muito mais do que a chegada de uma nova religião… (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

  • Possesso

Quando se dirigia as multidões, Hitler entrava verdadeiramente em transe, estabelecendo uma comunicação mediúnica com o auditório, projetando o seu fluido para a massa, da qual recebia em troca o impulso como um acumulador recebe a corrente elétrica. Era efetivamente o Trommel, o tambor da Alemanha, como ele próprio gostava de intitular-se. (Hitler e as religiões da suástica, Jean-Michel Angebert, Difusão Européia do Livro, São Paulo, 1973)

…certos autores acreditavam poder afirmar que Hitler era manipulado por forças invisíveis, os “Superiores Desconhecidos” evocados por Hermann Rauschning. (Hitler e as religiões da suástica, Jean-Michel Angebert, Difusão Européia do Livro, São Paulo, 1973)

Após experimentarem em sua presença uma espécie de frisson de horror sagrado, algumas pessoas pensavam que Hitler fosse presa de uma dominação ou de uma Potência, assim como São Paulo designava os espíritos malignos que podem ocupar o corpo de um homem qualquer como uma legião… De onde vem sua energia? Percebe-se perfeitamente que ela não pertence ao indivíduo… e não passa do suporte de um poder que escapa à nossa psicologia. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

(…) Hitler estava em pé, trêmulo, olhando à sua volta com ar perdido. – Foi ele! Foi Ele! Ele veio aqui – lamentava-se Hitler com os lábios lívidos. O suor escorria pelo seu rosto. Subitamente, pronunciou números sem nenhum sentido, seguidos de palavras, pedaços de frases. Era terrível. Ele usava termos associados de maneira estranha. Em seguida, calou-se novamente, embora os lábios continuassem a se mexer. Friccionaram-no inicialmente, e depois deram-lhe algo para beber. De repente, ele gritou: Ali! Ali! No canto, quem está aí? A visão horrível voltava a atormentá-lo. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

Não mais envolvidos pela névoa, as estrelas brilhavam sobre suas cabeças. Então Hitler começou a falar, suas palavras escapando da boca com uma paixão rouca. Kubizek ficou muito impressionado, Até então, ele sempre achara que Hitler desejava ser um artista, um pintor ou um arquiteto. Nada disso importava mais. Foi como se outro Eu falasse através dele, em um estado de êxtase ou completo transe. “Em sublimes e irresistíveis imagens, ele desfraldou diante de mim seu próprio futuro e o de seu povo… Ele falava de um mandato que um dia receberia de nosso povo para que os liderasse para longe da escravidão e os levasse às alturas da liberdade. (Goodrick-Clarke, Nicholas; Sol Negro: Cultos Arianos, Nazismo Esotérico e a Política da Identidade; São Paulo: Madras, 2014.)

O novo homem está entre nós! Ele está aqui!… Vou lhes contar um segredo. Eu tive a visão do novo homem – destemido e formidável. Eu me encolhi diante dele! (Goodrick-Clarke, Nicholas; Sol Negro: Cultos Arianos, Nazismo Esotérico e a Política da Identidade; São Paulo: Madras, 2014.)

Agora estou convencido de que não sou eu que estou falando, mas de que alguma coisa fala através de mim. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

  • Homem que “não tinha a dignidade real”

Em inúmeros discursos lembrou, em tom admirativo, o início de sua carreira, quando “nada tinha atrás de si, nada, nenhum nome, ou poder, ou imprensa, nada mesmo, absolutamente nada”, e como, só pela própria força, “de pobre-diabo” havia chegado ao domínio da Alemanha e, logo, de uma parte do mundo: “Foi uma coisa prodigiosa!”. (Hitler, Joachim C. Fest, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1976)

  • Seus opositores “são varridos diante dele”

A oposição dos que lhe são próximos será totalmente interdita: aquele que a ele se opuser terá de viver fora de seu alcance, entre os seus inimigos, e só poderá defrontá-lo num campo de batalha. (Hitler, Joachim C. Fest, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1976)

Virá também caladamente aos lugares mais férteis da província, e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os pais de seus pais; repartirá entre eles a presa e os despojos, e os bens, e formará os seus projetos contra as fortalezas, mas por certo tempo. E suscitará a sua força e a sua coragem contra o rei do sul com um grande exército; e o rei do sul se envolverá na guerra com um grande e mui poderoso exército; mas não subsistirá, porque maquinarão projetos contra ele. (Daniel 11:24e25)

  • Senhor da guerra

Guerra é vida. Qualquer luta é guerra. A guerra é a origem de todas as coisas. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

Uma aliança cujo objetivo não compreenda a hipótese de uma guerra não tem sentido nem valor. Alianças só se fazem para a luta. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

A luta é mãe de todas as coisas… não é com princípios humanitários que o homem vive… mas unicamente por meio da luta mais brutal. (Fonte: Minha Luta, Adolf Hitler, Editora Mestre Jou, São Paulo, 1962)

Quem desejar viver deve preparar-se para o combate, e quem não estiver disposto a isto, neste mundo de lutas eternas, não merece a vida. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

…também neste ponto eu permaneço frio como o gelo. Se o povo alemão não tiver força e espírito suficientes para arriscar seu próprio sangue a fim de defender a sua existência, que ele então sucumba e seja aniquilado diante de uma potência mais forte. (…) Não pretendo derramar lágrimas pelo povo alemão. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

Quero me apresentar ao Walhala como Odin, com um considerável tributo de sangue humano. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora. E aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas E os entendidos entre o povo ensinarão a muitos; todavia cairão pela espada, e pelo fogo, e pelo cativeiro, por muitos dias (Daniel 11:31a33)

  • Anti-semita

Temos que ser cruéis, e com a consciência tranquila. A consciência é uma invenção judaica; tal qual a circuncisão: uma mutilação do homem. E quando não se tem vontade de ser cruel, não se consegue absolutamente nada… O processo espírito versus força se resolverá sempre a favor da força (…), a crueldade é necessária. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

O uso brutal de violência militar contra seus inimigos em um mundo decaído resistente por parte de Adolf Hitler e seu plano irredutível de exterminar os judeus, os ancestrais adversários e contra-imagem dos heróicos arianos, caracterizavam-no como o Homem contra o Tempo essencial. Como um cometa de fogo vindo dos céus, ele atravessa a sombria mortalha ao redor da Terra no Kali Yuga, para anunciar a vinda da luz iluminadora de uma nova ordem de perfeição, de justiça divina e de retidão. (Goodrick-Clarke, Nicholas; Sol Negro: Cultos Arianos, Nazismo Esotérico e a Política da Identidade; São Paulo: Madras, 2014.)

E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito (Daniel 11:36)

  • Adepto do culto à vontade

Sua fé no poder da vontade era igualmente notória. Hitler recusava-se a visitar as cidades bombardeadas, por exemplo, e a ler relatórios que contradissessem o quadro que formava em sua mente. Não se tratava, entretanto, de um mecanismo de fuga, como frequentemente se afirma, mas de uma típica operação mágica em que o iniciado forma mentalmente um quadro, tão claro quanto possível, daquilo que quer ver realizado e concentra-se nele até que este se torne realidade. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

A definição de grandeza parece ser a seguinte: ela leva a cabo uma vontade que transcende o individual. (Hitler, Joachim C. Fest, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1976)

Quem quiser conquistar as massas deve conhecer a chave que abre as portas do seu coração. Essa chave se chama vontade e força. (Fonte: Hitler – Pró e Contra, Edições Melhoramentos, São Paulo, 1975)

Quando Hitler falava, fosse com um único interlocutor ou frente a uma multidão, esse dom manifestava-se com a mesma intensidade. Ele fascinava literalmente e impunha a sua vontade. (Hitler e as religiões da suástica, Jean-Michel Angebert, Difusão Européia do Livro, São Paulo, 1973)

O mundo é vontade; desde que a ela se renuncie, não há mais nada. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

O Homem é Deus sendo fabricado… Aquele que vêem no nacional-socialismo nada mais que um movimento político sabem muito pouco sobre ele. É mais até que uma religião: é a vontade de recriar a humanidade. (Goodrick-Clarke, Nicholas; Sol Negro: Cultos Arianos, Nazismo Esotérico e a Política da Identidade; São Paulo: Madras, 2014.)

E não terá respeito ao Deus de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a deus algum, porque sobre tudo se engrandecerá. Mas em seu lugar honrará um deus das forças; e a um deus a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas agradáveis Com o auxílio de um deus estranho agirá contra as poderosas fortalezas; aos que o reconhecerem multiplicará a honrará, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra por preço (Daniel 11:37a39).

  • Arrogante e altivo

Os nazistas buscavam um poder que transcendia a mera veneração dos deuses – um poder cósmico que faria do Homem um deus de fato e de direito. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

A força vital de um povo, o seu direito à vida, se manifestam quando aparece alguém para conduzi-lo. (Hitler, Joachim C. Fest, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1976)

Eu creio que já nessa época meu talento verbal se adestrava nas discussões. (Fonte: Minha Luta, Adolf Hitler, Editora Mestre Jou, São Paulo, 1962)

O gênio tem muitas vezes necessidade de uma espécie de choque para poder se projetar. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

É preciso que eu alcance o Grande Reich, o país dos meus sonhos e da minha nostalgia. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

…aquele que se impõe aqui na Terra tem parentesco com o anjo caído, que é belo mas não encontra a paz, grande em seus planos e esforços mas não alcança o sucesso, orgulhoso e triste…  (Hitler, Joachim C. Fest, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1976)

  • Misógino

A massa, o povo, para mim é uma mulher. (…) quem não compreender o caráter intrinsecamente feminino das massas, das multidões, jamais será um bom orador. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

Do mesmo modo como a mulher é pouco atraída pelos raciocínios abstratos (…), e submete-se ao forte enquanto domina o fraco, a massa prefere o mestre ao suplicante e sente-se mais segura graças a uma doutrina que não admite contestações. (…) desde que se exerça sobre ela um impudente terrorismo intelectual, que se disponha de sua liberdade humana, ela (…) não vê senão as manifestações exteriores, fruto de uma força deliberada e de uma brutalidade a que esta mesma massa submete-se sempre. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

Apesar do muito que se disse, cremos que Hitler praticava a castidade, não por motivo de qualquer impotência, mas por convicção estudada, com um espírito de disciplina e de purificação que não pode deixar de nos recordar o dos gnósticos e dos cátaros. (Hitler e as religiões da suástica, Jean-Michel Angebert, Difusão Européia do Livro, São Paulo, 1973)

Eva Braun, amante de Hitler há alguns meses, tenta suicídio com um tiro no pescoço, quase atingindo uma artéria. Apaixonada e enciumada, ela se sentia relegada por Hitler a um distante segundo plano, e por pouco não tem o mesmo destino de Geli Raubal. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

A 29 de maio, sentindo-se abandonada após três meses sem notícias de Hitler, Eva Braun tenta mais uma vez o suicídio, desta vez ingerindo vinte pílulas de Vanodorm, um narcótico não muito potente. Foi encontrada pela irmã Ilse já em estado de coma. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

Movido por escrúpulos burgueses, Hitler casa-se com Eva Braun, sua companheira há 13 anos, a 28 de abril de 1945, recompensando-a com a respeitabilidade do matrimônio dois dias antes de fazê-la cometer suicídio. Após treze anos de devoção canina, Fraulein Braun conseguira atingir, na escala afetiva do Fuhrer, uma qualificação inferior apenas à de Blondi, a cadela pastor alemão que Hitler adorava. (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

  • Anticristão

Hitler mostrou-se declaradamente anticristão tão logo não necessitou mais dos votos católicos para galgar o poder e solidificá-lo, e seu objetivo último era a extirpação do cristianismo. Há vários testemunhos de suas intenções. Em 1933, conversando com Rauschning, Goebbels e Streicher sobre religião, Hitler declarou que no início faria um acordo com a igreja, mas… “Isto não me impedirá de acabar com o Cristianismo, suas raízes e ramos.” (Sarcinelli, Márcia. Hitler: um estudo astrológico. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2000)

O Anticristo será um ariano, nascido sob o signo de Áries, cujo regente é o deus da guerra Marte. Um defensor do militarismo, talvez um sobrevivente de guerras, figura bastante disciplinada e defensora da ordem e de princípios morais, como a família e os bons costumes. Um típico “cidadão de bem” de extrema-direita. Um verdadeiro semeador de intrigas, cujo “espírito” colocará nação contra nação e irmão contra irmão (Provérbios 6:12a19). Um ser belicoso, perigoso e selvagem! Será um gênio estrategista que irá dividir partes do mundo e de seus domínios entre seus generais, mas o seu fim virá de maneira surpreendente. (Daniel 11:39a45)

Fará brotar novamente a semente do fascismo, talvez um simpatizante do neonazismo que irá procurar um “bode expiatório” para fazer recair suas frustrações. Provavelmente um patriota e nacionalista doentio, que fomentará um discurso de proteção a sua nação escolhida contra os infortúnios de estrangeiros e estranhos. A Europa atualmente seria o lugar ideal para o florescimento de sua xenofobia. Será um anti-semita latente, poderá deixar que isso fique patente depois de um período, mas no primeiro momento fará uma aliança de proteção aos judeus e os enganará. Provavelmente por um período de três anos e meio ele enganará a cúpula de Israel, mas entre os judeus, milhares não se dobrarão a ele. Esses serão mortos a espada, entrarão em cativeiro e passarão pelo fogo. (Daniel11:32a35)

O culto a vontade será sua religião. Talvez um thelemita ou um iniciado em alguma seita de mistérios em que “à vontade” seja a lei (Daniel 11:36). Será possivelmente um machista, com suas ideias de superioridade e força do homem sobre as mulheres. Provavelmente um misógino, inferiorizando as mulheres, não as dando a atenção merecida. (Daniel11:37)

Há na crença dos árabes a história de uma figura sombria e obscura, que segundo a lenda, se apresentará ao mundo e será reconhecido por seus seguidores pelo sinal de um de seus olhos danificado (ver Zacarias 11:17). Essa figura chamada Dijjal ou Dajjal,  é uma figura maligna na escatologia islâmica que se opõe a Cristo. Essa crença está baseada em eventos que acontecerão antes do “dia final”, perto da segunda vinda do Cristo do Altíssimo, quando al-Dajjal, que será cego do olho direito, reunirá um exército formado por aqueles que foram enganados, contra o exército dos justos liderados por Cristo. Sobre isso, não há como não nos remetermos a mitologia egípcia e ao olho de Udjat, símbolo místico que representa o olho do deus falcão Hórus que foi perdido na batalha contra Seth. Esse símbolo é atualmente um dos mais popularizados no mundo dos artistas, místicos e ocultistas. Em jornais, revistas, nos anúncios da televisão, nas apresentações musicais e na maior parte das nações, o olho de Hórus (Udjat) se popularizou como símbolo de poder e proteção.

É muito interessante a história de Antígono Oftalmo.  Ele foi um nobre macedônio, general e sátrapa de Alexandre Magno que parece ter recebido a influência da personificação da guerra: Belial. Um dos mais poderosos generais que detinha o maior exército foi atacado por todos os outros reis, que tinham medo dele. Antígono I Monoftalmo, isto é, Antígono, “o caolho” (chamado assim, pois perdera um olho em batalha), filho de Filipe da Elimeia, viveu entre 382 – 301 a.C. Inicialmente Antígono fazia parte dos companheiros de armas do rei Filipe II (359-336 a.C.). Filipe II foi assassinado em 336 e seu filho e sucessor Alexandre, após pacificar a Grécia, invadiu o Império Persa através da Ásia Menor em 334 a.C. Na expedição, Antígono era comandante dos hoplitas (soldados de infantaria pesada) gregos. Antígono foi nomeado por Alexandre Magno governador da Grande Frígia em 333 a.C. Nessa função, ele foi o grande responsável pela defesa das linhas de suprimento e de comunicação de Alexandre durante a campanha contra os persas. Segundo o historiador Diodoro da Sicília, a idéia de Antígono era que tendo os gregos como aliados, quando ele tomasse posse do Império como único sucessor de Alexandre Magno, as satrápias orientais aderissem a ele sem distúrbios nem rebeliões. Envolveu-se em várias guerras após a morte de Alexandre, se aliou a Antípatro e também foi reconhecido como rei, libertador e “deus” em Atenas (10 de junho de 307 a.C.).

Outro personagem histórico que parece se encaixar nas profecias relacionadas ao Anticristo é o imperador romano Augusto César. Primeiro imperador romano, filho de Caio Otávio e Átia e sobrinho-neto de Júlio César, que o adotou e o fez seu herdeiro . Por ser adotado, não possuía a “dignidade real” (Daniel 11:21), mas ainda assim a conquistou.  Caius Octavius que se tornou, por adoção, Caio Júlio César Otaviano e posteriormente, César Augusto, o Augusto, foi o idealizador da pax romana e do império, um extraordinário político e administrador. Sem revogar as leis e instituições republicanas, concentrou todo o poder em suas mãos, inaugurando uma época de esplendor e prosperidade no mundo antigo. Quando soube do assassinato de César, quando estudava na Ilíria, do outro lado do mar Adriático, organizou então um exército e assumiu o controle de Roma, ao lado de dois poderosos amigos de César, Marco Antônio e Lépido. Demarcou a Itália em regiões e o resto do império em distritos e províncias, “repartindo a terra por preço” (Daniel 11:39). Favoreceu as artes e as letras e, após sua morte, foi divinizado. Deixou uma autobiografia gravada em duas colunas de bronze, no Campo de Marte (Marte, o “deus” da guerra), em Roma, conservada até hoje.

Existem alguns nomes que identificam essa figura sombria do Anticristo nas Escrituras: o iníquo (II Tessalonicenses 2:8), o assírio (Isaías 14:25), filho de Belial (Provérbios 6:12), homem da iniqüidade e filho da perdição (II Tessalonicenses 2:3), a Besta (Apocalipse 13:4), entre inúmeros outros ao longo da história como “o ariano” e Dajjal. Ele também é o “rei da Assíria”!

Por isso acontecerá que, havendo o Senhor acabado toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém, então castigarei o fruto da arrogante grandeza do coração do rei da Assíria e a pompa da altivez dos seus olhos. Porquanto disse: Com a força da minha mão o fiz, e com a minha sabedoria, porque sou prudente; e removi os limites dos povos, e roubei os seus tesouros, e como valente abati aos habitantes. E achou a minha mão as riquezas dos povos como a um ninho, e como se ajuntam os ovos abandonados, assim eu ajuntei a toda a terra, e não houve quem movesse a asa, ou abrisse boca, ou murmurasse. (Isaías 10:12a14)

Segundo as características do “rei da Assíria”, o Anticristo:

  • Será um instrumento do castigo dos judeus (Isaás 10:5e6;22e23)
  • Destruirá diversas nações da terra (Isaías 10:7a9)
  • Será um homem conhecido pela arrogância e altivez (Isaías 10:12)
  • Confiará no poder e nas forças humanas, se esquecendo do Altíssimo (Isaías 10:13a15)
  • Terá seu exército destruído por meio do fogo em um só dia (Isaías 10:16a20). Uma grande violência se sucederá a aqueles que o seguirem (Isaías 10:33e34)
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