Capítulo 5 – Os quatro animais do profeta Daniel


No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, teve Daniel um sonho e visões ante seus olhos, quando estava no seu leito; escreveu logo o sonho e relatou a suma de todas as coisas. Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. (Daniel 7:1a3)

Animais sempre fizeram parte dos mitos, e os “deuses” relatados nessas histórias sempre mantinham estreita relação com eles. Nos mitos, os animais são símbolos! Na Escritura a serpente do Éden era um símbolo! No Xamanismo, os animais podem representar virtudes e vícios, humanos e divinos. Alguns “deuses” da mitologia grega tinham um animal símbolo de “estimação” e ainda outros, animais lhes eram consagrados e sacrificados. Na mitologia nórdica, Odin era acompanhado de cães e corvos. No Egito antigo, os “deuses” eram zoomórficos, possuíam corpo humano e cabeça de animal. Anúbis tinha a cabeça de um chacal, Hórus de um gavião, Hátor de uma vaca, Sobek de um crocodilo, etc. Nas Escrituras, o diabo é identificado como um leão prestes a tragar (I Pedro 5:8). O Altíssimo mesmo usa de símbolos animalescos quando diz na Escritura:

Sou, pois, para eles como leão, como leopardo, espreito no caminho. Como ursa, roubada de seus filhos, eu os atacarei e lhes romperei a envoltura do coração; e, como leão, ali os devorarei, as feras do campo os despedaçarão. (Oséias 13:7e8)

O interessante desse relato que faz uma referência ao modo como o Altíssimo iria tratar o povo rebelde de Israel, é a coincidência dos animais descritos: o leão, o leopardo e a ursa. Justamente os três primeiros animais que o profeta Daniel viu subir do mar e que detalharemos mais adiante nesse capítulo. No folclore chinês os animais também são muito importantes, tanto que na astrologia chinesa (que é lunar e não solar como a ocidental) existem doze signos que são representados por doze animais: o dragão, o cavalo, o carneiro, o galo, o boi, o macaco, o porco, o tigre, o cão, a lebre, a serpente e o rato. Há uma história envolvendo cada animal desses na mitologia chinesa, cada um com suas determinadas características que influenciam a personalidade do indivíduo a depender do ano em que esse nasce. Isso segundo a crença chinesa. Na Índia, o Hinduísmo considera alguns animais extremamente sagrados e proíbe seus adeptos de se alimentarem deles. Um exemplo é a vaca, o que torna a Índia um dos países com o maior rebanho de vacas do mundo. Alguns animais são adorados também como deuses por muitos hindus, como o rato e o macaco. Ganesha é um “deus” hindu com cabeça de elefante, e sua veneração está relacionada a riquezas e a superação de grandes obstáculos. Como não se lembrar da crença de ter um elefante na estante de casa para trazer riqueza?

É curioso saber que nas Escrituras os doze filhos de Jacó, que posteriormente se tornaram doze tribos, tinham também como símbolos alguns animais. Alguns exemplos: Judá como leão (Gênesis 49:9), Issacar como um jumento (Gênesis 49:14), Dã como serpente (Gênesis 49:17), Naftali como uma gazela (Gênesis 49:21) e Benjamim como um lobo (Gênesis 49:27). Jacó convocou todos os seus filhos quando estava perto da morte e disse: “Ajuntai-vos, e eu vos farei saber o que vos há de acontecer nos dias vindouros:” (Gênesis 49:1). Segundo as Escrituras, Jacó foi profético e sabia que cada um de seus filhos tornaria tribos (e nações?). Anos mais tarde as Escrituras relatam no Livro de Deuteronômio que Moisés antes da morte também decidiu abençoar e profetizar sobre as doze tribos de Israel (Deuteronômio 33:1a25). Essas tribos carregavam estandartes nas guerras que os identificavam (heráldica), e esses símbolos nos estandartes eram justamente os profetizados: leão, serpente, lobo, etc. Algumas nações antigas também tinham os seus símbolos! A águia era o símbolo do Império Romano, o leão, símbolo do Império Babilônico e o urso representava o Império dos Medos. Os animais vistos por Daniel em sonhos podem representar três coisas, das quais duas já descrevemos aqui. O símbolo de um animal pode representar um “deus” como vimos, pode também significar um personagem histórico influenciado por um “deus” a quem ele serve (caso de Hitler) e por último pode simbolizar uma nação específica.

O profeta Daniel recebeu a interpretação do significado dos animais de seu sonho de uma figura enigmática, o qual disse que “estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra” (Daniel 7:17). Os animais dos sonhos do profeta eram: o primeiro um leão com asas de águia, o segundo um urso, o terceiro um leopardo e o quarto ele não conseguiu identificar, talvez um dragão que no folclore chinês seria uma mistura de vários animais (Daniel 7:4a7). Há inúmeros estudos relacionados a essa profecia e muitos creem que esses animais representaram nações antigas como Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma. Se acreditarmos que a “História se repete”, e que o mundo vive um ciclo de “Impérios” dominantes que de tempos em tempos entram em decadência e outros ressurgem ainda mais poderosos, conseguiremos interpretar essas profecias em nosso tempo. Sobre a “História que se repete” é interessante o comentário de Salomão quando diz que “o que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1:9). Os tempos são cíclicos ou como uma espiral? Linear como acreditam alguns, ou pontilhada como outros? Uma coisa é certa! Diversas profecias se cumpriram, e outras, os cenários já estão sendo montados para que se cumpram.

Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: que Eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a Mim; que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o Meu conselho será firme, e farei toda a Minha vontade. (Isaías 46:9e10)

Para podermos interpretar os animais da profecia de Daniel, é preciso entender que o rei (ou governante) também tem relação direta com o seu reino (nação), e os dois na simbologia profética não são diferenciados. Pode-se estar falando tanto de um homem ou mulher, como de uma cidade ou nação quando se interpreta uma profecia (Apocalipse 17:18). Assim acontece na interpretação da profecia de Daniel: os animais são reis, governantes ou primeiros-ministros (Daniel 7:17) e são também nações identificadas por símbolos de animais. São também símbolos dos “deuses” como já vimos. Como Daniel era o “profeta dos fins dos tempos” (Daniel 8:19;11:40e12:4), suas profecias perpassam nações antigas (Babilônia, Egito, Persas e Medos, Grécia e Roma) e se projetam para nações do futuro (para nós, nações do presente). Quais seriam as nações de hoje que nos permitiria identificar algumas profecias? Não é possível afirmar com certeza absoluta as nações do “fim dos tempos”, mas é possível chegar bem próximo dessa certeza usando como base, a “visão de Daniel”.

  • O primeiro animal:

O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem. (Daniel 7:4)

O leão é um símbolo de poder, de autoridade e de reinado. Como o “rei dos animais”, o leão também representa o império do medo e da violência. Algumas nações possuem o leão em seus brasões de armas: Índia e Inglaterra por exemplo. Algumas cidades também, como Veneza na Itália, possui um leão alado como símbolo. Leão é o símbolo também de Judá, a tribo que muitos afirmam hoje estar representada nos judeus que em sua maioria, se encontram no novato Estado de Israel que nasceu formalmente em 1948. Dos países que possuem o leão como símbolo, a Inglaterra é o que nos chama mais atenção. Como símbolo de realeza, o leão britânico foi adotado no brasão de armas da Inglaterra. Esse país é um dos poucos no mundo em que o seu governo é uma Monarquia Parlamentarista. A família real vive cheia de pompa, majestade e poder. É curioso saber também que na Inglaterra, um rei chamado Ricardo I ficou conhecido como “Ricardo, coração de leão”, por ter sido um grande guerreiro, líder político e militar.

O período mais notável do Império Britânico ocorreu durante o reinado da Rainha Vitória – entre os anos de 1837 e 1901. Também conhecido como “era vitoriana”, esse capítulo da história do Reino Unido foi grandioso: os países britânicos eram os mais industrializados e inovadores, além de terem se tornado centros mundiais de referência em pesquisa e conhecimento, com algumas das  melhores universidades do globo.

Os britânicos expandiram suas rotas marítimas e estabeleceram os principais postos comerciais do planeta. Em 1877, quando a Rainha Vitória foi proclamada Imperatriz da Índia, formou-se oficialmente a instituição hoje conhecida como Império Britânico. De fato, a Índia era a grande relíquia dos britânicos: era lá o principal centro de produção e fornecimento do comércio.

O Império Britânico ficou conhecido na história pela ferocidade com a qual tratava os seus colonos. A Inglaterra já colonizou a Índia, a China, os EUA, Austrália, a Palestina, a África do Sul e diversas outras nações. Há relatos de chineses empalados pelo exército inglês por se revoltarem contra a dominação, e na Índia, Gandhi se levantou contra esse império. Milhares de pessoas foram mortas pelo exército inglês nos países colonizados pela Inglaterra, países esses que tinham enormes quantidades de ouro. O ouro era o metal cobiçado pela Inglaterra no séc. XIX.

O leão do sonho de Daniel possuía asas de águia. A águia careca é nativa da América do Norte e virou símbolo nacional dos EUA. A águia é o símbolo máximo dos Estados Unidos da América e não à toa, esses dois países (Inglaterra e EUA) mantêm uma aliança muito forte. A aliança entre Estados Unidos e Reino Unido, uma das mais poderosas do mundo, foi fundamental, ao lado dos russos, para derrotar o nazifascismo na Segunda Guerra Mundial (1939-45). E vem sendo empregada, nas últimas décadas, no combate ao que os dois aliados enfatizam ser a maior ameaça à civilização ocidental: o terrorismo fundamentalista islâmico. A política externa dos dois países está sempre alinhada. Será que a profecia que diz que do leão “foram arrancadas as asas”, futuramente podemos esperar um rompimento de relações diplomáticas entre esses dois países por algum motivo que ainda não sabemos? Depois desse rompimento poderá surgir um que ascenderá da terra com força para dar início ao fim? Essa figura enigmática tomará a forma humana e dominará o mundo como um leão domina os animais? Seria de linhagem real?

  • Sobre o segundo animal:

Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne. (Daniel 7:5)

Em 1980, a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), apresentou ao mundo a mascote oficial das olimpíadas de Moscou: Misha, a ursa. Símbolo da Rússia, o urso é um animal típico do clima gelado naquele país e um dos mais perigosos. Gigante, pesado e extremamente sanguinário, o urso parece fazer jus ao poderio militar russo. Os países satélites que estavam sobre a tutela da ex-URSS sobe comando de Stálin, sofreram o terror militar “Comunista”. A Rússia é uma grande fortaleza que nem o imperador Napoleão Bonaparte com suas tropas francesas e nem Adolf Hitler com seu poderio militar alemão, conseguiram dominar. E bem que tentaram, mas fracassaram! Muito sangue foi derramado em batalhas naquele país desde antes da Revolução Russa de 1917 e em batalhas subsequentes. Uma homenagem a esta nação “aguerrida” foi o lançamento da “mãe Rússia”, uma gigantesca estátua segurando uma espada que fica em Volvogrado, antiga Stalingrado.

O urso símbolo de Daniel que “se levanta sobre um de seus lados”, pode ser uma referência à Rússia oriental ou a Rússia ocidental. A Federação Russa é tão grande (o maior país do mundo) que geograficamente foi dividido nesses dois territórios. Seria a Rússia ocidental a se “levantar”, já que estrategicamente esse lado está próximo da Europa, enquanto o outro é mais isolado do resto do mundo? O que seriam as “três costelas” vistas na boca do urso? É interessante saber que a antiga URSS anexou três países ao seu entre 1940 a 1991. Letônia, Lituânia e Estônia foram chamadas de repúblicas bálticas. Os três países fazem fronteira com a Rússia e hoje estão independentes desde 1991. A grande Rússia tomará de volta futuramente esses países que serão devorados a ponto de só lhes restar “costela”? É o que poderá acontecer junto da carnificina (“devora muita carne”) mundial que será promovida futuramente. Sobre o temor europeu em relação à Rússia, temos a seguinte notícia:

Ulltimamente, a Rússia tem sido muito noticiada—principalmente por razões negativas. A Ucrânia, antes parte da União Soviética, tem sido abalada pela turbulência das facções apoiadas pelos russos. Em 2014, a península da Criméia, também parte da Ucrânia, foi tomada e anexada à Rússia, violando um tratado de 1994 em que a Rússia tinha o compromisso de respeitar as atuais fronteiras da Ucrânia.

Agora, parte do leste da Ucrânia vive um conflito armado, e as tropas ucranianas estão combatendo as forças pró-russas, que são auxiliadas e armadas pela Rússia. Os europeus e outros vizinhos estão bastante alarmados com essa agressão e temem que isso possa se espalhar a outros países europeus vizinhos da Rússia, como a Estônia, Letônia e Lituânia.

Temendo mais agressão russa, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, recentemente reivindicou a formação de um exército europeu unido, uma vez que “um exército comum entre os europeus iria demonstrar para a Rússia a nossa seriedade quanto à defesa dos valores da União Europeia”. (Andrew Sparrow, “Jean-Claude Juncker Defende a Criação de um Exército Europeu”, The Guardian, 8 de março de 2015)

  • Seguimos com o terceiro animal:

Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. (Daniel 7:6)

Algumas traduções das Escrituras usam o termo “tigre” ao invés de “leopardo”. Os dois animais são da mesma família. A maior aparição dessas feras selvagens está na Ásia, como o tigre-de-bengala, o leopardo-do-norte-da-china, leopardo-de-amur, tigre-malaio e o tigre-do-sul-da-china. Diversos são os países asiáticos que usam o tigre como simbolismo. Tigre no grego e no latim tem o sentido de “flecha”, por ser certeiro, rápido e mortal. É o animal selvagem por natureza, animal de topo, veloz e que não deixa à presa fugir. Como não observar que o crescimento rápido e feroz da China e sua fome de recursos naturais existentes no mundo e não a identificar com o Tigre? Como não perceber o “domínio” da China no mundo? E nem só a China no continente asiático consegue essa façanha de crescer economicamente tão rápido, outros países daquela região a acompanham também. Sobre a relação da China com a Rússia, um recente artigo da revista “The Economist” destacou:

“As relações com a China, o maior vizinho da Rússia e maior potência da Ásia, estão prosperando, impulsionados por um acordo de trinta anos, realizado em maio passado [2014], para fornecer gás siberiano para a China através de um oleoduto … a China tem uma enorme demanda de energia da Rússia; e como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ela é um importante escudo diplomático”. (“Banyan: Urso Conosco”, 21 de fevereiro de 2015, p. 41)

A China daqui a alguns anos será a maior potência mundial, ultrapassando os Estados Unidos da América, e isso graças a sua política econômica. O país tem crescido a dois dígitos anualmente, graças à abertura para mercados estrangeiros desde 1976, a sua política de expansão mundial de negócios e a mão-de-obra barata de sua indústria. Talvez o tigre que Daniel viu e que “tinha nas costas quatro asas de ave”, possa representar os negócios feitos com as nações pela China, pelos quatro ventos da terra (norte, sul, leste e oeste). Realmente, a China possui negócios nos quatro cantos do mundo, seja na América, seja na África, seja na Europa e na Oceania, além daqueles em seu próprio terreno: a Ásia. As “quatro cabeças” do tigre poderiam ser os “tigres asiáticos”. Esses “tigres” também mantêm relações de negócios com a China e o crescimento rápido de suas economias os valeu desse apelido “profético”. Assustadoramente são quatro os tigres asiáticos: Hong Kong (que já foi protetorado da Inglaterra, mas hoje pertence a China), Cingapura, Coréia do Sul e Taiwan. O profeta Daniel viu este animal ganhando “domínio”. É possível identificar esse “domínio” em outra nação? Que país vai intensificando cada vez mais o seu “domínio” pelo mundo na rapidez de um tigre, com o modo agressivo de sua aplicação política interna e externa, a não ser a China? A revista “The Economist” em 2017 destacou XI Jinping, presidente da China, como o homem mais poderoso do mundo e líder mundial em um momento de vácuo de poder nos EUA, e deu um alerta: “não espere que ele mude a China, ou o mundo, para melhor.”

  • O quarto e último animal da visão de Daniel:

Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres. (Daniel 7:7)

O quarto animal é tão diferente e terrível que o profeta Daniel não conseguiu o identificar. Trata-se de um dragão, animal que na mitologia chinesa era uma mistura de vários outros animais. Aqui nessa profecia, é possível perceber que esse animal (rei e reino) possui as características dos três antes dele: leão, urso e tigre. Ele é “terrível” como o leão, “espantoso” como o tigre e “sobremodo forte” como um urso. Além disso, esse animal (rei e reino) é capaz de “devorar” como o leão, “fazer em pedaços” sua presa como um tigre e ainda “pisar o que sobra” como um urso brutamonte. Alguém que controlará a nação do leão, do urso e do tigre (possivelmente Inglaterra, Rússia e China) e seus respectivos domínios. Uma espécie de Império Romano de nossos dias, com seus governantes implacáveis, surgirá novamente. Esse novo Império (uma mistura de nações da terra), na explicação e interpretação dada ao profeta Daniel, “devorará toda a terra” (Daniel 7:23). No livro da Revelação, o Apocalipse, vemos uma explicação mais clara desse animal.

Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. (Apocalipse 13:1e2)

Esse animal será um rei e um reino controlado pelo próprio diabo, que nas Escrituras está identificado como um dragão (Apocalipse 12:9). Não há como ler as características desse animal terrível, espantoso e forte, e não recorrer a simbologias usadas nos mitos. Seth, o deus dos desertos, das tempestades e do reino do terror no Egito era um animal que ninguém conseguia identificar. Isso se assemelha ao animal visto por Daniel. Seth, uma representação de Satanás (há um culto e uma igreja dedicada a Seth na Europa), na mitologia era o irmão invejoso de Osíris (representação de Lúcifer) que o assassinou, o cortou em pedaços espalhando o seu corpo por todo o Egito e assumiu o seu trono. É curioso saber que o quarto animal de Daniel “fará em pedaços toda a terra” (Daniel 7:23). O reinado de Seth no Egito, segundo relata a mitologia, foi um reinado de trevas, de escravidão, de seca intensa, de revoltas e controle com mão de ferro sobre as pessoas. Seth era obscuro!

O quarto animal de Daniel possivelmente dividirá a terra (fará em pedaços) em dez reinos (regiões? nações?) que são os “dez chifres” (Daniel 7:7/Apocalipse 13:1). Outra figura mitológica semelhante ao descrito por Daniel, é o também temido “deus” Cronos da mitologia grega e Saturno em Roma. Cronos devorava os seus filhos assim que nasciam para que eles não lhe tomassem o trono. Sua arma de guerra era uma foice, com a qual castrou o seu pai Urano (muito parecido com o mito de Seth e Osíris) e tomou-lhe (usurpou) o trono e passou a reinar em seu lugar. Como o quarto animal de Daniel que “devora toda a terra”, Cronos devorava seus filhos. Teremos um governo (misto de nações) que se levantará nos dias vindouros e poderá colonizar (devorar) novamente seus antigos colonos (filhos)? Não dá para saber que tipo de configuração de nações seria essa. Possivelmente nessa configuração, a Inglaterra, parte da Rússia e a China, estariam presentes.

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