Nas sombras


“Apenas um raio de sol é suficiente para afastar várias sombras.” (São Francisco de Assis)

Nas sombras eles agem porque tem medo de luz. Assim escondem o que a luz pode revelar o que de mais feio e horripilante há em suas obras más.

Nas sombras eles se fortalecem, buscam alianças, refazem pactos com medo do que pode ser manifesto e descoberto em suas reuniões secretas.

Nas sombras conspiram contra o que é justo e tem pavor da igualdade. Seu grupo seleto os convence de suas importâncias vãs.

Nas sombras armam arapucas, lançam cordas para amarrar e enlaçar os íntegros que se tornaram inimigos, pois suas presenças transformam suas vidas em um “inferno” com suas integridades inalcançáveis por um desonesto.

Nas sombras se orgulham, se sentem parte de uma “elite”, “separados”, “escolhidos” pela “divina providência” que os outorgou o direito de se sobressair sobre a maioria… a ralé.

Nas sombras observam como corujas, avançam como corvos, despedaçam como lobos e sentem o cheiro da carniça podre como os urubus.

Nas sombras odeiam com ódio de classe, ódio direcionado aos “fracos” e aqueles que por “mérito” não alcançaram a “benevolência dos céus”, a saber, a riqueza.

Nas sombras se calam, como um defunto em um caixão em silêncio eterno, fazem votos e segredos de vida e de morte.

Nas sombras acreditam que estão longe da maldição e assim desfrutam do poder de maldizer, caluniar e criar pedras de tropeços no caminho dos homens.

Nas sombras se escondem e com cordas invisíveis manipulam mercados financeiros, ditam tendências, jogam o xadrez político e disseminam as guerras.

Nas sombras dominam quem se deixa dominar, enganam que se deixa enganar, ludibriam quem eles conseguem ludibriar.

Nas sombras correm contra o tempo para preparar o cenário onde “atores” irão atuar, pois sempre sabem o seu papel e qual é o fim da cena trágica do teatro mundial.

Nas sombras amam dionísio e suas bacantes, preferem uma orgia alucinante e alienante a uma lucidez sensata.

Nas sombras servem ao príncipe deste mundo tenebroso com suas obras, todas elas vergonhosas ao ponto de não as manifestar diante da luz e da verdade.

Nas sombras planejam o fim, arquitetam a destruição e açoitam o injustiçado com a vara que sai de suas bocas.

Nas sombras aguardam o dia, aquele dia em que sabem que lhes chegará e que dormiriam mais tranquilos se não o soubessem.

Anderson Luiz

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2 comentários sobre “Nas sombras

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