Sobre a quietude


“A atividade vence o frio

A quietude vence o calor.” (Lao-Tsé)

A quietude incomoda e muito! O ser quieto, de espírito sereno e falar manso é capaz de gerar inimigos em todo o lugar por onde sua quietude passa. Sem respostas a dar àquilo que não tem respostas, o quieto paga o preço do seu silêncio. Gritaria, descontrole e atitudes precipitadas para alguns são sinais de esperteza! O quieto é tido como bobo! A quietude é uma virtude e só os mansos sabem disso! Eles sabem que as vezes não é necessário se justificar diante de uma injustiça. Eles sabem que não tem controle sobre fatos que vão além do seu “controle”… para quê gritar? Eles sabem que não tem poder sobre a maioria das situações e deles não se apodera o desespero. Eles sabem de seus limites e por isso não pensam de si aquilo que não deveriam pensar. Então descansam!

Sempre veremos a quietude atrair ódio sobre ódio, pois são os verdadeiros herdeiros da terra. Quem não tem controle sobre si mesmo como receberá algo para controlar? Nesse sentido, a quietude é uma virtude dos mansos, dos tranquilos e dos pacientes. Não dos bobos! Quietude não tem relação com submissão, com alienação, com subserviência e nem com “bobice”. Quietude é a ação da não-ação relatada no Livro do Meio da sabedoria oriental revelada no Tao-Te-Ching. Ficar quieto quase sempre é agir-não-agindo. Daí o ódio! Em um mundo competitivo, onde se enxerga “inimigos” em todos os lugares, espera-se ação e reação dos mansos. Nesse mundo “aguerrido”, de sede de sangue, espera-se luta de alguém que prefere a paz. E quando ela não vem, o ódio e a raiva se voltam contra a quietude. Tudo tem seu tempo! Há tempo de se calar e há tempo de não suportar tanta injustiça e “gritar”. Chega uma hora em que o manso se manifesta e “grita”, pois há coisas que lhe são impossíveis de suportar. Chega uma hora em que a ira consome o tranquilo a ponto de assustar e amedrontar aqueles que só viam um “bobo”. Chega uma hora que é preciso romper o silêncio, abandonar o espírito doce e mostrar que mansidão não é submissão. Mansidão é fruto de uma consciência pacificada! Quietude é a virtude que nos falta nesse turbilhão de vozes incontroláveis! Que Deus nos aquiete na hora certa!

Anderson Luiz

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