Cidadão cosmopolita


“Nem homem nem Nação podem existir sem uma ideia sublime.” (Fiodor Dostoievski)

Esse termo usado pelos filósofos estóicos refere-se ao ser humano que quer ultrapassar as barreiras Geopolíticas de Estado e Nação. O cosmopolita não é patriota, não enxerga laços que o prendam a uma Nação e quer enxergar além dos muros dos Estados. Alguns anarquistas já se identificaram com o termo. Marx mostrou o seu “lado” cosmopolita em sua célebre frase: “trabalhadores de todo o mundo, uni-vos.” O Comunismo se desprendeu de correntes Nacionalistas e correu mundo a fora e outras ideologias como o Anarquismo também.

Descobri-me um tempo como um cosmopolita. Não vejo nada que me prenda a Nação a qual nasci. Nunca fui um verdadeiro “patriota”, só me lembrava de se orgulhar pelo País no futebol. Não que eu não tenha consideração pela nossa cultura e diversidade, eu a amo. O problema não é esse! Nunca foi! O problema é não enxergar laços que me prendam a um solo, a uma terra. O problema é não aceitar que eu seja definido pelo lugar em que a planta dos meus pés pisam. Isso para mim é ridículo! Quero sempre transcender, enxergar além dos muros, não se deixar apequenar pelos rótulos…brasileiros, chineses, americanos, hindus, etc. Somos todos humanos, apenas humanos! Demasiadamente humanos, como diria Nietzsche!

Sonho com um mundo realmente “sem fronteiras”. Não sou a favor de uma Globalização aos moldes dessa, que é uma mentira subliminar para fortalecer a economia dos países opressores. Sou a favor de uma irmandade mundial, rica de saberes e cultura, florida pela diversidade e respeito. Há beleza na diferença! Creio no convívio respeitoso dos diferentes! Não estou com isso a defender como disse a Globalização e nem sou a favor de um ecumenismo. Isso é uma outra história! Não admiro a ONU e nem vejo em suas obras frutos de um sistema que tem em sua ideologia o cosmopolitismo. Meu espírito é livre de qualquer sistema e quer ficar livre de qualquer definição. Só usei o termo cosmopolita para melhor definir o que não me define. Cidadão do cosmos, da Terra, do mundo. O que me difere de uma Tailandês? O chão que nós pisamos? A forma com a qual nos organizamos politicamente? A nossa Cultura? Argumentos fracos como esses só fortalecem minha convicção: nada me prende a uma Nação.

Anderson Luiz

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