Deus paradoxal


“ O paradoxo da imaginação reside no fato de que o imaginário nada é e jamais parece. O olhar direto fez os deuses morrerem.” (Émile-Auguste Chartier)
Creio em um Deus paradoxal!
Creio em um Deus criador dos homens a sua imagem e semelhança, diferente desse criado pelos humanos segundo suas “auto-imagens, semelhanças, interesses, crenças e religiões”.
Creio em um Deus que agiu, age e continua agindo na História, diferente desse que vive em um “alto e sublime trono” contemplando “lá de cima” o “livre-arbítrio” de sua criação.
Creio em um Deus chamado “Amor”, diferente desses que atiram raios, fogo e promove destruições quando estão de “TPM”.
Creio em um Deus acima de qualquer Lei, diferente desse que é servo da Lei e das tradições humanas.
Creio em um Deus que é a própria benção, diferente desse que faz da “benção” um objeto separado de si, fazendo com que o ser procure a doação e não o doador.
Creio em um Deus que toda sabedoria humana é nada perante Ele, diferente desse que exige diplomas, graduações e quer fazer da Ciência um instrumento de ratificação de sua existência.
Creio em um Deus que habita no coração humano que tem Fé, diferente desses que tem um lugar fixo e um endereço para ser encontrado.
Creio em um Deus que o maior exemplo de crescimento espiritual é Ser como criança, diferente desse que ensina a crescer, santificar, se abster disso e daquilo, aumentando pecado pelo conhecimento da Lei.
Creio em um Deus que se fez humano para provar seu amor, diferente desses sempre divinos, poderosos, intocáveis e distantes.
Creio em um Deus que também aprendeu com os homens e sofreu as suas dores, diferente desses sempre sabedores de tudo.
Creio em um Deus que não há símbolo se quer que o represente, dado que não se deixa representar por nada visível, diferente desses que se representam por tudo que há no céu, na terra e debaixo da terra.
Creio em um Deus que vê tudo, o bem e o mal, com olhos iluminados, diferente desse que diz que só o “bem” e tudo que seja “bom”, segundo a ótica de seus olhos maus, é oriundo de “deus”.
Creio em um Deus que regularmente o que é “bom” para os homens, nem sempre o é para Ele e vice-versa.
Creio em um Deus que até o “diabo” serve aos seus propósitos, diferente desse deus-diabo que põe medo e terror psicológico a todos aqueles que não o servirem “corretamente”.
Creio em um Deus que nos faz livre para entrar e sair em suas pastagens, alertando somente a nossa própria responsabilidade quanto a isso, diferente desse que através do medo, não deixa ninguém “sair” daquilo que jamais “entrou”, mantendo os seres em um “limbo” de servidão-opressora.
Creio em um Deus que nivela todo mundo por meio de sua Graça, diferente desses que por meio de seus representantes arrogam serem “mais” por “servirem mais”.
Creio em um Deus que com ele não há barganhas a fazer, posto que nada humano é “presente” surpreendente a Ele, diferente desses deuses mercadores que exigem dinheiro e bens e como um usurário acumula pesos sobre os humanos.
Creio em um Deus ao qual se serve, diferente desses que os homens se “servem” para alcançarem seus objetivos e faz desses deuses-servos seres prontos a obedecer a sua “palavra de comando”.
Matemo-nos os deuses com o olhar direto, antes que eles nos matem com suas mentiras!
Anderson Luiz

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