Jesus e seu conceito de justiça


“Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos.”(Mt 5:6)

O termo justiça (do latim iustitia, por via semi-erudita), de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. Na história humana, o homem sempre buscou a justiça. O rei babilônico Hamurabi, quando de acordo com o mito, recebeu as leis que ficaram conhecidas como “códigos de Hamurabi” das mãos do deus Shamash, foi o primeiro homem que se tem o registro a tentar colocar em prática o termo justiça. O código de Hamurabi foi a base de toda a justiça humana elaborada em leis. O “olho por olho e dente por dente” da Lei de Moisés na Torá (Antigo Testamento da Bíblia cristã), segundo a História, teve inspiração no código de Hamurabi. Na história humana, justiça sempre esteve intrinsecamente relacionado a igualdade. Bateu, levou! E os seres humanos nunca mataram sua sede e fome de justiça nessa brincadeira. Só se da para matar mesmo é o nosso orgulho ferido por sofrer uma injustiça.

Na nossa constituição, a CF 88, no artigo 5º diz: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Que todos são iguais como seres humanos isso não há dúvidas, mas perante a lei? Será que há justiça no mundo? Será que a lei garante essa justiça? As vezes sim, mas em sua maioria continuamos a ter “sede e fome” dela. Fazemos justiça com “as próprias mãos”, matamos a “fome e sede” dela por um período e logo a “larica” bate. E a “fome” é como a do leão! Nunca nos saciamos plenamente!

Para o Mestre Jesus a felicidade estaria com aquele que tem “fome e sede” de justiça. Esse feliz, não é o ser humano que vive a se vingar e fazer justiça “com as mãos”, pois esse já recebeu a sua recompensa por esse ato e sempre terá “fome e sede” novamente dela. Para o Mestre os felizes seriam saciados, fartos, sobejos, cheios… E quando isso aconteceria? Jesus não diz quando, só expressa a certeza de que “serão fartos” algum dia ou em algum lugar. Isso é Fé! É confiança! É convicção de que não controlamos nada! É certeza pela experiência humana de que não matamos nossa “fome e sede” de justiça, com a justiça humana! Existe uma justiça que mata nossa fome e não é pão somente! Existe uma igualdade que mata nossa sede e não é água somente! O “pão e a água” são reflexos de uma justiça que grita de dentro de nosso homem interior. Os africanos sabem muito bem de que justiça estou falando. Todos os oprimidos desse mundo também a conhecem e desejam ela com todas as suas forças. Essa justiça, da qual Jesus afirmou sua existência é fartura e será distribuída a todos que a esperam das mãos de Deus. O problema é que esperar dói e muito! Queremos logo! O nosso orgulho machucado não sabe esperar e descansar! Somos humanos e isso é comprensível! Por isso e por outras situações é preciso “nascer de novo” como incitou o Mestre a Nicodemos! Nascer de uma natureza divina e vencer nossa justiça terrena e vingativa. Alguém pelo menos quer tentar comigo?

Anderson Luiz

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