A involução humana


“Ciência sem consciência não passa de ruína da alma.” (François Rabelais)

O ser humano enquanto humano vive em uma crescente e contínua força de involução intelectual, em uma decadente perda de sua identidade e em uma verdadeira “lei da selva” na maneira dos leões que se digladiam e sobrevivem entre os mais fortes. “Animalescamente” (vale o neologismo) o ser humano vive nesse pensamento de “selva” capitalista onde só prevalece o mais forte. O que não deixa de ser uma verdade. O problema é que na cabeça animalesca do ser é que o “mais forte” é o mais astuto, o capaz de passar para trás até a própria mãe e como o leão é aquele capaz de devorar seus semelhantes. O homem, animal racional como disse o velho Aristóteles, vira o irracional animal no seu “modus vivendi” agindo “animalescamente” no seu convívio diário, vendo o “outro” como ameaçador, como adversário feroz e sanguinário. O que não deixa de ser uma verdade na convivência de inúmeros desalmados que são capazes das mais cruéis atrocidades.

O que mais caracteriza a involução da espécie humana nos nossos dias é a nossa música. Desde a “eguinha pocotó” que se entende pela música a transformação do ser humano em bicho. O “cachorrão”, a “cachorra”, a “eguinha” e outras figuras de linguagens confirmam a involução intelectual humana, por vezes vergonhosa e que com cara de brincadeira e inocente, nos alerta sobre a nossa decadência humana. E o que dizer da mulher então? As coitadas foram transformadas de seres humanos a seres “buzanfanos”. A buzanfa (a bunda) da mulher é o apanágio de todo o seu sucesso. As da televisão, coitadas, passam uma imagem de seres silenciosos e que não devem ter nada de importante para falar, somente uma boa bunda para ficarem mostrando ao público. O que se transmite é que elas não têm coração, inteligência, expressão nenhuma a não ser a buzanfa. Se bem que muitas quando abrem a boca vai se embora o tesão. E o que falar da mulher fruta? Ta certo, há de se concordar que são gostosas e apetitosas como as frutas, mas temos que lembrar que algumas frutas por mais que apetitosas por vista estão bichadas por dentro. Sem falar que toda a fruta pode apodrecer. Iluminada escritura que já falava da “mulher sábia que edifica a casa”. Mulher “moranguinho”, mulher “melancia”, mulher “uva”, deliciosas para apetites e desejos imediatos do homem e uma desgraça para a satisfação intelectual humana. O homem se vai esvaindo, decaindo, se esvaziando de si, involuindo lentamente e sem perceber… Não que a transformação do humano em animal seja um mal em si. Adoro os bichinhos e alguns cãozinhos me parecem mais humanos do que muitos humanos. O problema é a falta de raciocínio, a venda permissiva de sua alma a algo banal, a “inexpressabilidade” (outro neologismo) humana. Que os animais que não tem pretensão nenhuma de se tornarem humanos porque não são bobos, e que os humanos que deviam ser apenas humanos possam assim se conhecer e ser abençoados em suas naturezas!

Anderson Luiz

 

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